
Download do arquivo "A nova cara de Paris"
Há séculos, a magia dessa cidade envolve seus visitantes
Paris é conhecida mundialmente como a Cidade das Luzes. Ela encanta pela beleza de sua arquitetura, suas perspectivas urbanas e largas avenidas, seus ricos museus e imensos jardins, que explodem em cores na primavera. Mas ao mesmo tempo que impressiona pela grandiosidade do Museu do Louvre, do Arco do Triunfo, da Torre Eiffel, Paris sabe ser acolhedora: nada mais relaxante e gostoso do que flanar pelas ruas estreitas e tranqüilas do Marais e de Montmartre ou desfrutar o charme, os surpreendentes vinhos e a deliciosa culinária dos bistrôts parisienses. Apreciar o Sena do alto da Pont des Arts ou de qualquer uma das outras pontes que o atravessam cria um momento inesquecível para o mais experiente dos viajantes. Mas passear em suas margens é ainda mais emocionante: é ter o privilégio de pisar num Patrimônio Mundial, eleito pela UNESCO, em 1991.
Maior cidade da França, Paris é a capital do país e da região administrativa de Île-de-France e segunda metrópole da Europa (só menos populosa do que Moscou), além de ser a maior cidade francófona do mundo. Tudo, aliás, impressiona nessa cidade imponente, inclusive os números. Principal destino turístico da Europa e um dos mais procurados do mundo, Paris recebe, por ano, cerca de dez vezes a população da cidade, que é de 2,1 milhões de habitantes, e mais do que o dobro dos moradores de toda a Île-de-France (a grande Paris), que abriga 11,1 milhões. Só como exemplo do poder sedutor de Paris, 25 milhões de pessoas a visitaram, em 2004.
Paris é um pólo comercial, industrial, financeiro e turístico, o que transformou a cidade em um dos maiores centros de transportes do mundo. Juntamente com Nova Iorque, Londres e Tóquio, Paris é considerada uma das quatro mais importantes cidades do planeta.
A torre Eiffel é o principal ponto de atração da cidade. Em 2004, cerca de 6,23 milhões puderam apreciar Paris do alto de seus 324 metros. O museu do Louvre, com 6,20 milhões de ingressos vendidos, foi a segunda atração mais visitada. Em seguida, o Centro Georges Pompidou (também conhecido como Beaubourg) atraiu 5,40 milhões, com sua arquitetura arrojada e eclética programação cultural. Mas Paris não se acomoda. Em 2001, um belo prédio da cidade, o Palais de Tokyo, passou a se dedicar à arte ultracontemporânea, acrescentando alternativas ao já animado roteiro artístico da cidade. Nesse ambiente diversificado, o Institut du Monde Arabe, criado em 1980, acolhe um milhão de visitantes ao ano.
Várias regiões da cidade, como Bastille e Belleville, são redutos da juventude mais informal, que povoa, com seus piercings e tatuagens, os restaurantes, bares e clubes locais. Já o Marais, que, assim como as margens do Sena, é patrimônio histórico da UNESCO, e já foi um bairro quase exclusivo dos artistas boêmios, hoje abriga uma animada comunidade gay. Mas, novamente, Paris e os parisienses não se acomodam. Para fugir da invasão turística do Marais, muitos optaram por passar suas tardes de sábado nos cafés menos badalados das ruas Etienne Marcel e Montorgueil e de certas áreas menos turísticas em torno do Beaubourg (Centre Georges Pompidou).
Já o Quartier Latin, no lado direito do rio Sena, ainda reúne estudantes e intelectuais. Passear pelos bulevares Saint Michel e Saint Germain, repletos de bistrôs e cafés, é mergulhar de cabeça e alma, principalmente - na Paris de todos os tempos.
Ainda no Quartier Latin, fica a Sorbonne, uma das mais respeitadas universidades do mundo, e o Panthéon, construído na época de Luís XV, como Igreja de Santa Genoveva, e nacionalizado em 1791, como sepultura dos "Grandes Homens". O monumento abriga figuras históricas, como Napoleão, Voltaire, Rousseau, Victor Hugo, Émile Zola, entre outros.
A listagem completa dos museus e monumentos de Paris está disponível no site do Escritório Oficial de Turismo de Paris : www.parisinfo.com
As previsões meteorológicas de cada região estão disponíveis no site:
Paris Plage
A Paris Plage, "praia" artificial, com calçadão e areia, instalada à beira do rio Sena, é uma curiosa e arrojada tentativa de levar um ar mais tropical e descontraído à cidade, quando ela se vê mergulhada no calor. A praia surgenos meses de julho e agosto, para aliviar os parisienses que não podem fugir da cidade e ainda têm de assistir a uma boa parte das padarias, restaurantes e lojas fecharem suas portas, para reabrir apenas em setembro.
Nuit Blanche
A Nuit Blanche acontece na primeira semana de outubro. Em uma única noite, vários monumentos e pontos turísticos ficam abertos até a alta madrugada, festas acontecem nas ruas, bares são convidados a não fechar as portas: é Paris vivida em toda a sua intensidade.
Gay Parade
A Gay Parade anima o início do verão, em junho, e deixou, há muito, de ser apenas um evento político: já faz parte do calendário turístico da prefeitura. Governo, prefeituras e agências de viagens não poupam esforços para acabar com a idéia de que Paris é conservadora, apesar de linda.