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A Syrah
Francesa em destaque! O
Hermitage Marquise de Tourette, 1999 A l. Itu 1415- Jardins Tels.: 3086 1918 - 3082 8821 Espetáculo
na Fenavinho
Brasil conquista sete medalhas na França Os
espumantes
brasileiros mais uma vez são destaque na França.
Desta vez, o Brasil conquistou sete Medalhas, sendo uma de Ouro e seis
de Prata. O Concurso Effervescents du Monde 2006, realizado nos dias 9
e 10 de novembro na cidade de Chaintré, reuniu 351 amostras
de 24 países.
Estraga o vinho deixar a garrafa na vertical? Estraga, sim. Vinho deve ser estocado na horizontal, com rótulo para cima. Contudo, o processo não é neurótico, ou quase todo vinho engarrafado do mundo chegaria estragado ao consumidor. Os vinhos agüentam um bom tempo sem se prejudicar com as garrafas na vertical, rolhas para cima. Quanto? Desconheço pesquisas nesse sentido, mas a experiência mostra que um ou dois meses com a garrafa na vertical não causam problema, até possivelmente mais tempo. Há algumas poucas exceções, de vinhos que podem ser guardados na vertical indefinidamente. São os vinhos que já vêm oxidados (no bom sentido) da origem e possuem grande estrutura de concentração, álcool e acidez. Por exemplo, Porto Tawny (envelhecido em cascos antes de se engarrafado), Madeira e outros assemelhados. Por que guardar o vinho na horizontal? Para preservar a rolha, pois a cortiça depende de umidade para se manter elástica. Com elasticidade sadia, a rolha não deixa entrar o ar; do contrário, o ar penetra no interior da garrafa e, com o tempo, acaba por azedar o vinho.Há quem diga, não sem ares de novidadeiro, que é melhor deixar a garrafa inclinada, num ângulo em que a rolha fique molhada, mas não completamente. Ou seja, a bolha de ar de dentro da garrafa deve ficar junto à rolha, e esta molhada pelo vinho parcialmente. Isto porque muitas vezes, na posição horizontal, a garrafa respira pela rolha, o vinho acaba sendo empurrado pela rolha, entre ela e o gargalo, e entra em contacto com o ar. Do modo inclinado, com a diferença de pressão, é o ar que passa pela rolha e não o vinho ... seja como for, o contacto com o mundo exterior se dá do mesmo modo e os malefícios podem ser os mesmos. Já provei muitos vinhos com mais de 20 anos, rolhas molhadas até as bordas, e em grande estado; e vinhos não tão antigos, rolhas secas nas bordas, e azedinhos ... Séculos de experiência, até agora, comprovam que a posição horizontal, no caso, é a mais adequada. Contudo, se você tem na adega uma garrafa que pingue vinho pela rolha ou verta líquido ao ponto de formar gotas, consuma prontamente: a rolha estará defeituosa. Ou o gargalo. Certa feita, um amigo tinha na adega umas garrafas de um dos vinhos mais caros e suntuosos do mundo, o La Tache da Domaine de la Romanée-Conti, da gloriosa safra de 1989. Uma das garrafas gotejava. Abrimos. O vinho ainda estava divino, a rolha era perfeitíssima. Mas o gargalo era defeituoso, tinha um grade abaulado para dentro, uma mossa tão acentuada que nem a impecável rolha conseguia vedar completamente. Por ali passava o vinho. Vinho gosta de frio? Gosta, mas não demais. A temperatura ideal para conservar vinhos por longas décadas é de aproximadamente 14ºC. Há quem diga menos, outros um pouco mais. Não vejo muita diferença até 16ºC ou 12ºC. Mais frio, o processo de evolução é mais lento; menos frio, mais rápido. Mas tenha em mente que muito poucos vinhos, talvez não mais do que 5% da produção mundial, são destinados à longa guarda. Os demais, quase todos, devem ser consumidos até 5 anos de idade, pouco mais ou menos. Nesses casos basta uma adega fresca, escura, isenta de vibrações, e que não esteja sujeita a oscilações bruscas de temperatura. Tão ou mais importante do que o valor da temperatura é sua constância. Vinho, qualquer vinho, passa mal com oscilações bruscas de temperatura. Luz solar deve ser evitada? Absolutamente. Vinho exposto diretamente ao sol acaba-se rapidamente. Exposto á luz indireta, também se deteriora. É evidente que a exposição à luz indireta demora muito para prejudicar o vinho, mas é um fator a se evitado. Guarde seus vinhos em um lugar escuro. Trepidações fazem bem ao vinho? De jeito nenhum. Vinho gosta de repousar tranqüilamente. E sair do repouso para o decanter ou o copo dos convivas também tranqüilamente. Nada de vibrações, chacoalhadas, trepidações. Por isso que convém, após adquirirmos um vinho, deixá-lo em repouso uns 15 dias antes de beber. Para armazenar prolongadamente, então nem se fala. Os sedimentos (borra) devem ser separados do vinho? Sem dúvida alguma. Na hora de servir, o vinho deve ir para o decantador ou para os copos absolutamente límpidos. Não é só o efeito visual da turbidez que prejudica o vinho. Ao se misturar no líquido, a borra abafa fortemente os aromas e a complexidade dos vinhos. Vinho e consommé, quanto mais limpo e brilhante, melhor. As rolhas têm vida útil? Sim, aproximadamente 25 anos é o que se diz. Daí em diante sua elasticidade fica muito prejudicada. Mas tenho provado vinhos com mais de 25 anos, com a rolha original, e sem problemas. O ideal é quase impossível: levar a garrafa ao produtor, para que ele retire a rolha velha, complete o volume com o mesmo vinho e ponha uma rolha nova, a cada 25 anos. Grandes châteaux de Bordeaux costumam oferecer sessões para re-arrolhar os grandes vinhos velhos, onde esse procedimento é meticulosamente seguido, e o preço equivalente cobrado. Há um risco sério, da garrafa se partir na operação. Com a idade, os problemas aumentam, não tem jeito. As rolhas podem estragar o vinho? Podem, sim. Algumas poucas vezes podem estar contaminadas com uma susbtância que passa um gosto desagradável ao vinho. É quase impossível eliminar esse risco. É o gosto "a rolha". Bouchonée, em francês; corked, em inglês. Se estiver no restaurante e perceber esse aroma desagradável, tem direito a trocar a garrafa; o restaurante leva o prejuízo. Mas se estiver em casa, o prejuízo é seu. Acontece até nas melhores famílias, de vinhos que custam alguns milhares de dólares cada garrafa. Trata-se de um aroma que remonta a bolor, ranço e traços químicos simultaneamente. Abafa e apaga os aromas, o frescor e a graça do vinho. Pode aparecer com mais ou menos intensidade. O arejamento do vinho não o corrige, só piora. Enófilo muito sábio e experiente disse-me para tentar por papel filme no vinho, e depois tirar, que limpava o sabor a rolha. Por acaso nesse dia apareceu uma garrafa com problema de rolha e o anfitrião demonstrou a técnica: não vi diferença. É uma desgraça. Para sorte do consumidor, ocorre pouquíssimas vezes. E as "rolhas" de borracha? São uma
novidade. Para vinhos destinados a serem consumidos num prazo de 3
anos, mais ou menos, prestam o devido serviço. A longo
prazo, a teoria é uma, mas qual será a
prática? Para tanto seria necessário arrolhar com
borracha grandes vinhos e esperar 10, 15, 20 anos para ver. Que eu
saiba, ninguém está pondo borracha em grandes
vinhos ainda. Sem contar o charme de abrir uma rolha de verdade e a
situação oposta, de puxar uma bucha de
plástico pelo gargalo. Dado o custo alto da
cortiça, as rolhas de borracha estão sendo
aplicadas mais e mais, especialmente em vinhos comerciais. Texto de Guilherme
Rodriguez publicado no site Winexperts
Vinho e
saúde Bordeaux revela a excelência de seus vinhos A França é o segundo maior país vinícola do mundo e seus vinhos servem de referência para todo o universo vitivinícola. Neste contexto, a região de Bordeaux destaca-se, seja pela tradição e o charme de seus Chateaux, seja pela qualidade e rigidez da produção de seus vinhos. Com aproximadamente 113 mil hectares de vinhedo, situa-se na região sudoeste, na costa Atlântica da Franca, junto à foz do Rio Gironde e se estende em torno da cidade de Bordeaux, que lhe empresta o nome. Os vinhedos distribuem-se em torno de um "y", formado pelo Rio Gironde e seus afluentes, o Rio Dordogne e o Garonne, e talvez este seja um dos muitos segredos do "imbatible vino" francês. Em Bordeaux, os vinhos caracterizam-se por serem cortados (com duas ou mais variedades de uva), podendo o corte das variedades ser feito antes ou depois do envelhecimento do vinho em barris de carvalho. O uso dos barris bordalês para o envelhecimento do vinho por 10 a 24 meses também é uma "marca registrada" da região. Denominação de Origem Na França, as Appellations d' Origine Controlée (AOC) cobrem regiões de vinhedos que devem estar em conformidade com os critérios locais. Os viniticultores devem seguir regras como as variedades que podem ser produzidas na região, a produção máxima, expresso em hectolitros de vinhos por hectares de vinhedo (hl/ha), bem como o grau mínimo de álcool que o vinho deve ter. As variedades são aquelas que existiam na região no momento em que a denominação foi definida. Chateau - um conceito puramente bordalês Os Chateaux nada mais são do que castelos ou residências imponentes localizadas na sede das propriedades vitivinícolas. Geralmente eles são carregados de história sobre a sucessão das famílias a que pertenceram e todas as tradições que decorrem das mesmas. Então, na verdade o nome Chateau engloba toda a propriedade vinícola, composta pelos vinhedos e a vinícola propriamente dita, sendo que geralmente estas fazendas apresentam uma área total de 20 a 150 ha. O vinho bordalês geralmente leva o nome do seu Chateau, sendo obrigatoriamente engarrafado na propriedade. Outro conceito francês muito famoso é o terroir, palavra que engloba os fatores climáticos e do solo de uma região para caracterizar o local onde as vinhas sao produzidas. Em Bordeaux, existem quatro regiões vinícolas que se destacam e se distinguem pelo tamanho de sua área e pelas suas peculiaridades. A Região de Medoc, localizada na margem oeste do Rio Gironde, produz o vinho tinto com a variedade Cabernet Sauvignon, predominante, cortada em proporções variadas de Merlot, Cabernet Franc e Petit Verdot. Em 1855, foi feita a primeira classificação oficial dos Chateaux Bordales, a qual somente incluiu as propriedades de Medoc, sendo que essa hierarquia permanece até os dias de hoje. Existem então, os Premiers crus, Segundos crus, Terceiros crus, Quartos crus e Quinto crus. Os Premier crus de Medoc são os seguintes: Chateau Lafite-Rothschild, Chateau Latour, Chateau Margaux, Chateau Haut-Brion e Chateau Mouton-Rothschild. Outra região de produção de vinho tinto é a Saint-Émillion, localizada na margem direita do Rio Dordogne, um afluente a direita do Rio Gironde. Ao contrário de Medoc, a variedade predominante nesta é a Merlot, seguida de Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon. Nesta região, existe uma classificação que é atualizada a cada dez anos, ao contrário da de Medoc, que parece ser eterna. Ao lado de Saint-Émillion, do outra lado da estrada, se localiza a região denominada Pomeral, que essencialmente utiliza para a produção de vinhas as mesmas variedades de sua vizinha. Por último, situada à margem esquerda do Rio Garonne, se encontra Graves, a regiao mais antiga de Bordeaux, com propriedades com mais de 700 anos de produção. Graves significa cascalho em francês, e portanto seu solo é constituído por uma série de afloramentos de depósitos sedimentares com pedras misturadas com areia, que garantem uma ótima permeabilidade. Esta região produz sobretudo vinhos brancos bastantes variados, com as variedades Sauvignon Blanc, Sémillon e Muscadelle. Dentro desta região se encontram as denominações Barsac e Sauternes. Esta última é muito conhecida pelos seus vinhos brancos licorosos. É nesta região que a uva é colhida com o fungo Botrytis cinerea (Podridao nobre), pois assim se obtém bagas com acúcar e acidez mais concentrados, necessários para a produção desse clássico vinho de sobremesa. O desenvolvimento desse fungo é garantido com as condições climáticas que ocorrem na região: o encontro do Rio Ciron, com suas águas frias, com o Rio Garonne, com suas águas mais quentes, resulta em uma névoa outonal que deixa o ar acima das vinhas bastante úmido, propício para o Botrytis. A colheita é feita à medida que os cachos começaam a secar com o mofo, e por isso o vinhedo é repassado três vezes, pois somente se colhe as bagas botritizadas. As variedades utilizadas para fazer este curioso vinho são Sauvignon Blanc, Sémillon e Muscadelle. A grande estrela de Sauternes é o Château d`Yquem, considerado o melhor vinho branco do mundo. Os vinhedos de Bordeaux apresentam uma idade média entre 25 a 50 anos, são dispostos em espaçamentos variados, de 1,5 x 1 m, 2 x 1 m, com densidade de 5.000 a 7.000 plantas/ha, todos em espaldeiras, com o primeiro fio de arame a aproximadamente 50cm do solo. Os técnicos dos parreirais garantem que usam somente adubo orgânico. Nas entrelinhas o solo é revolvido todos os anos, e as plantas daninhas, em alguns Chateaux, são controladas com herbicida na linha. O manejo com os vinhedos é bastante mecanizado, desde a irrigação das plantas jovens, controle das plantas daninhas até inclusive o plantio de novos vinhedos é feito com tratores em algumas propriedades. Em geral nas cabeceiras dos vinhedos são cultivadas roseiras, que tem a função de alertar quando há condições propícias para o desenvolvimento de doencas fúngicas, uma vez que esta planta é bastante sensível à elas, mostrando seus sintomas rapidamente. E, claro, as rosas dão um toque final ao charme dos Chateaux. Mas nem tudo são rosas em Bordeaux. Os vinhos mais comuns da região estão sofrendo uma forte concorrência dos vinhos do novo mundo, como dos Estados Unidos e Nova Zelândia, que aumentaram sua produção nos últimos anos e estão utilizando técnicas bastante avancadas para produzir. Além do que o consumo de vinho na Franca diminuiu significamente nos últimos anos. Por isso, o governo francês está incentivando as propriedades a diminuirem seus parreirais, e dispõe de recursos financeiros para isto. A vinificação em geral é feita em adegas com tanques da aco inoxidável, sendo as condições dos tanques controladas por painéis eletrônicos. Após a fermentação alcóolica, a fermentação malolática para os vinhos tintos é feita ainda nos tanques de aco inoxidável ou nos barris de carvalho, dependendo do Chateau. O envelhecimento do vinho em barris de carvalho ocorre geralmente em salas subterrâneas, com temperaturas controladas. Os barris bordaleses sao renovados geralmente todo o ano, sendo que os Chateaux que renovam 100% anualmente garantem que este é um dos segredos do bom vinho. Enfim, o vitivinicultura francesa segue investindo em qualidade e sendo bastante valorizada por isto, apreciada pelos amantes do vinho a admirada pela sua longa e rica história de vitórias que transcendem gerações. Texto de Gabriela Hermann Pötter, Engenheira agrônoma Fonte: Página Rural |
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Produção e comercialização de uvas e vinhos em 2005 (ver gráficos) A vitivinicultura brasileira, embora recente, tem avançado tanto nos produtos elaborados como na produção de uvas para consumo in natura. Em 2004 foram produzidas 1.283.203 t de uvas, segundo o IBGE. Em 2005 a produção de uvas foi 2,89% inferior ao ano anterior, sendo produzidas 1.246.071 t. Considerando que a uva para processamento apresenta algumas particularidades, a redução da quantidade produzida em 2005 não representa redução do agronegócio pois a qualidade da safra gaúcha foi excepcional, resultando na produção de vinhos de alta qualidade. Houve redução na produção de uvas no estado do Rio Grande do Sul, em 12,15%, embora tenha ocorrido incremento na área plantada tanto na região tradicional como em novos pólos produtores. Nos demais estados houve incremento na produção, com incremento significativo no estado de São Paulo, 19,86%. Em 2004, 48,72% da uva produzida no Brasil foi destinada à elaboração de vinhos, sucos, destilados e outros derivados Em 2005, face a redução da quantidade de uvas produzidas no Rio Grande do Sul, este percentual foi reduzido para 44,19%. A área de uvas no Brasil em 2004, segundo IBGE, foi de 71.100 hectares passando para 73.877 ha em 2005, ou seja um incremento de 3,91%. Embora não apareça nas estatísticas do IBGE, a viticultura está sendo implementada em vários estados como Mato Grosso do Sul, Goiás, Espírito Santo e Ceará. O Rio Grande do Sul, principal produtor, possui área de 42.449 hectares, o que representa 57,46% da área total do país. Em 2005 houve aumento de 5,20% na área cultivada com videiras. Nesse estado mais de 90% da produção destina-se a agroindústria para produção de vinhos, suco e outros derivados. Os últimos anos caracterizam-se por grandes investimentos na viticultura, notadamente em regiões não tradicionais do país, dada a característica da cultura, geradora de empregos e renda, especialmente para a pequena propriedade. Em São Paulo, a expressiva produção de uvas existente destina-se basicamente ao consumo in natura. Em 2005 houve aumento de 2,64% na área com videiras. No vale do São Francisco, Pernambuco e Bahia, houve aumento na área plantada de 1,07% e 0,44%, respectivamente. Embora predomine o cultivo de uvas de mesa, o mercado de uvas para vinhos está em plena expansão. Em Santa Catarina, a maior parte da produção destina-se a elaboração de vinhos de mesa. Não se dispõe de estatísticas sobre a produção e comercialização nacional de vinhos e suco de uvas, no entanto pode-se utilizar dados referentes ao Rio Grande do Sul para representar o Vinho Nacional, uma vez que é responsável por mais de 90% da produção nacional. Considerando-se o total produzido com a conversão de suco concentrado para suco simples, verifica-se, em 2005, que houve um decréscimo de 14,90% na produção total em relação ao ano anterior. Os vinhos, nesse ano, apresentaram decréscimo 23,65% enquanto os sucos de uva aumentaram 12,32%. Os demais derivados cresceram 8,32%, em relação ao ano de 2004. Em termos de mercado, os vinhos, sucos e derivados elaborados no Rio Grande do Sul, tiveram acréscimo de 19,03%. Os vinhos de mesa que vem apresentando tendência crescente nos últimos anos, em 2005, apresentaram aumento de 20,36% em relação ao ano 2004 . Neste mesmo ano houve aumento de 12,29% na quantidade comercializada de vinhos finos do Rio Grande do Sul em relação ao anterior, indicando recuperação de parcela das perdas de mercado verificadas em 2004. Quanto ao consumo per capita, a tabela acima apresenta uma síntese do mercado brasileiro. O consumo per capita/ano de vinhos no país situou-se em 2,01 litros, em 2005. O consumo de suco de uva aumentou significativamente nos últimos anos, passando de 0,15 L até 1995 para 0,48 L em 1998, situando-se em 0,54 L per capita, em 2005 no Brasil. Também houve acréscimo, embora pequeno, no consumo de uvas in natura, situando-se em 3,54 quilos per capita. Texto de Loiva Maria Ribeiro de Mello, pesquisadora da Embrapa Uva e Vinho Fonte: Embrapa Uva e Vinho A conservação do vinho Para podermos aproveitar ao máximo o nosso prazer ao degustar vinhos devemos levar em conta alguns fatores fundamentais na conservação dos vinhos que adquirimos e os colocar em prática tendo em vista um melhor aproveitamento do produto que iremos degustar. Por isso, seguem abaixo algumas dicas importantes para conservação de vinhos: Em casa e quando não tiveres adega climatizada, poderão ser adotadas as seguintes medidas: - Localização da adega: de preferência a locais com temperatura favorável, isto é, que não oscile entre o dia e a noite, que não apanhe sol, que a umidade seja próxima à recomendada e que os vinhos possam ficar na posição horizontal possibilitando assim que a rolha fique em contato com o vinho. Outro fator importante é a circulação de ar, que deve existir porem não em excesso. - Temperatura média para o local: 13 a 18o C - Umidade ideal: entre 50 e 70% - Também é importante a identificação das garrafas com nome, origem, safra, características (visuais, olfativas e gustativas), data, local de compra e preço, local de degustação e pratos que foram harmonizados. Adegas Climatizadas Para a correta conservação do ambiente propício à guarda de vinhos, existem à venda armários especiais, sob forma de móveis para a decoração ou para embutir em vãos de casas ou apartamentos. Estas adegas são climatizadas e especialmente desenhadas para esta finalidade, permitindo a conservação correta de um grande número de garrafas em pequenos espaços, distribuídas em gavetas ou prateleiras de fácil manuseio. A hora certa de consumir seus vinhos O tempo máximo de guarda de um vinho não deve ser o tempo máximo que ele suporta antes de se deteriorar (tempo de vida), mas sim o tempo em que ele ainda está na plenitude de suas características. O ideal é consumi-lo no auge de sua forma, sempre respeitando as suas características. Texto de Diego Dequigiovanni, enólogo, de 04 de novembro 2005 Champagne, o vinho mais
celebrado do mundo Saber degustar (Muscadet) (texto em francês) La Vue Parce
qu'elle est la représentation directe de la concentration du
grain de
raisin et du potentiel du millésime, l'intensité
de la couleur permet
de déceler la concentration gustative du vin. Une robe
tendant vers
l'incolore signale, par exemple, que le vin est léger et
jeune. Une
intensité soutenue confirme une complète
maturité, un vin disposé à
bonifier avec le temps.
Le
nez d'un vin exprime la finesse, l'harmonie, et la
complexité des
arômes et odeurs d'un produit. Le potentiel aromatique
s'estime sans
agiter le verre, l'intensité aromatique en l'agitant
progressivement
par un mouvement de rotation. Ces agitations progressives
amènent le
dégustateur à définir le bouquet du
vin, à lui attribuer une expression
fruitée, végétale, florale ou
minérale. La Bouche Les
papilles de la langue organisent les sensations gustatives. A partir de
l'extrémité de cet organe, elles
perçoivent successivement les quatre
saveurs fondamentales : le sucré, l'acide, le
salé, l'amer. A celles-ci
s'ajoutent les sensations tactiles (le velouté,
l'onctuosité,
l'épaisseur), thermiques (la température,
impression de chaleur),
chimiques (goût du métal, le perlant du gaz
carbonique). Fonte : www.muscadet.org
Vinho também é cultura: Viaje na História e enriqueça seu conhecimento
Você sabia que Napoleão Bonaparte degolava as garrafas de champagne com um único golpe de seu sabre? A rolha e garrafa Até
o início do século XVIII, os bebedores de vinho
não dispunham do
conforto de tê-lo acondicionado, porque nessa
época não se conhecia nem
a rolha, nem a garrafa. Ele era retirado dos tonéis logo
após a
fermentação e colocado em odres, ou
ânforas, as quais eram vedadas
precariamente com tampões de linho, ou estopas, embebidos em
linhaça, e
ali permanecia o menor tempo possível, isso é,
até ser colocado em
pequenas jarras pelos serviçais e transportado enfim para a
taça dos
convidados - que o bebiam, portanto, ainda jovem. A descoberta da rolha
de cortiça e da garrafa foram, por conseguinte, as maiores
conquistas
enológicas de todos os tempos.
A harmonização com queijos O
vinho é eminentemente uma bebida solidária.
Digamos que ele foi feito
para ser bebido, no mínimo, a dois, e para fazer companhia
ao alimento.
Por isso, o queijo é uma razão a mais para se
prolongar o vinho - e o
vinho uma razão a mais para se renovar o queijo. Um e outro
formam o
par mais feliz da história da gastronomia. Mas, à
primeira vista,
parece um casamento entre ímpares. Porque, enquanto o vinho
é bonito,
seja dentro da garrafa, seja já na taça, o queijo
em geral é feíssimo.
Um plateau de fromages parece uma paisagem lunar - com buracos,
protuberâncias, planícies e pedras soltas. Juntos,
no entanto, produzem
um casal tipo Fred Astaire dançando com a Cid Charise. A degola do gargalo (sabrage) A
arma branca longa - o sabre - conquistou a Europa num tempo em que os
cavaleiros ainda duelavam pela honra de sua dama. Ou pela
própria. Mas,
com tempo, ela sofreu diversas modificações e,
hoje, só é utilizada em
escala ou na esgrima moderna, que é um esporte, ou em
eventos
especiais, como o sabrage. Texto organizado por Leila Bumachar
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