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Empresas enfrentam o desafio de inovar o sistema de inovação

Quais os desafios tecnológicos da área da saúde? Quais práticas e estratégias estão sendo realizadas pelas organizações? Para compartilhar experiências e esclarecer as dúvidas, a comissão de Inteligência Estratégica da Câmara de Comércio França-Brasil (CCIFB-SP), reuniu Alexandre Bassaneze, CEO da Air Liquide Brasil, e José Claudio Terra, diretor de Inovação e Gestão do Conhecimento do Hospital A. Einstein.

Para Alexandre Bassaneze, entre as mega tendências que reforçam o potencial de crescimento do setor de saúde, seis se destacam. “O envelhecimento da população, o aumento da prevalência de doenças crônicas, as infecções hospitalares, as novas tecnologias – telemedicina e IoT- , a sustentabilidade dos sistemas de saúde e o aumento da preocupação com o meio ambiente já sinalizam as necessidades do mercado”, disse. “Hoje, entre os negócios da Air Liquide Healthcare, 50% são em atendimento domiciliar, 30% em gases medicinais e equipamentos e 20% em higiene e ingredientes especiais”, ressaltou.

Segundo Bessaneze, para ampliar a inovação na empresa, foi implementado um novo ecossistema de inovação. Entre os destaques estão o programa Kamal, que incentiva e gestão da inovação em todas as frentes da empresa. “Por meio da intranet, o colaborador pode sugerir ideias, participar do projeto e ganhar recompensas”, explicou. Outra iniciativa é o Be Innovation, reconhecimento anual de projetos inovadores já implementados e o Open Air que aloca fundos para dar suporte à inovação. “A iniciativa iLab, que explora novos mercados e estabelece parcerias com startups também é destaque e vem trazendo bons resultados”, concluiu Bessaneze.  

Já para iniciar a transformação da área de inovação em hospitais é preciso entender que se trata de uma máquina de processos com alta qualidade e forte produção intelectual. “O digital, a robotização e a inteligência artificial estão impactando fortemente o setor”, afirmou José Claudio Terra. “O atendimento por telemedicina é um exemplo da inovação. Hoje, cerca de 35 mil atendimentos já foram realizados”, sinalizou Terra. “Para isso, foi necessário reformular toda a área e reunir profissionais multidisciplinares para colocar as ações em prática”. 

“Outra aposta foi na inteligência artificial, trabalhando com profissionais brasileiros”, enfatizou. “A partir das imagens de exames, nossa tecnologia detecta doenças como o câncer”. Segundo ele, o trabalho com equipes jovens empreendedores permitiu fomentar o compartilhamento e a  co-criação entre colaboradores e startups. “Viajando pelo Brasil, conhecemos mais de mil startups na área da saúde. Desse total, 30 hoje são monitorados, 15 estão sendo trabalhadas e uma foi adquirida”, concluiu Terra. 

São Paulo

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