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Diversidade de gênero promove melhor performance e competitividade nas empresas

Encontro debateu ações de equidade de gênero nas organizações por meio dos 7 Princípios da ONU e dos seus diferenciais nos negócios. Painel empresarial reuniu empresas associadas e contou com a moderação do presidente da CCIFB, Maxime Rabilloud.

Com objetivo de apresentar e debater os 7 Princípios de Equidade da ONU, sua aplicação prática nas empresas e seu diferencial competitivo no ambiente empresarial, a Câmara de Comércio França-Brasil realizou o seminário “Diversidade de Gênero e seu Impacto nos Negócios”, na última quinta-feira, 16 de novembro, no centro da capital fluminense. A iniciativa foi uma parceria com a Câmara de Comércio Brasil-Canadá, o Sistema FIRJAN e os Consulados do Canadá e da França no Rio de Janeiro. 

O evento reuniu membros do corpo diplomático francês e canadense, representantes da ONU Mulheres, além de executivos brasileiros e franceses de empresas signatárias dos Princípios da ONU, que puderam compartilhar suas experiências e projetos. Os painéis empresariais tiveram a moderação da vice-presidente da Câmara de Comércio Brasil-Canadá, Anne-Catherine Brunschwig, e do presidente da Câmara de Comércio França-Brasil, Maxime Rabilloud.

O presidente do Conselho Empresarial de Responsabilidade Social do sistema FIRJAN, Luiz Césio Caetano,  abriu o evento e destacou as dificuldades para ocupação de cargos de liderança por mulheres. “No Brasil, as mulheres são maioria no mercado de trabalho, porém a grande diferença se aplica nos cargos de maior liderança. Segundo o Instituto Ethos, as mulheres correspondem apenas a 31% dos cargos de gerência nas empresas, fato que deve ser considerado e revisto pelas corporações”. 

A vice-presidente da Câmara de Comércio Brasil-Canadá, Anne-Catherine Brunschwig, defendeu a diversidade de gênero nas corporações como fator determinante para o sucesso dos negócios.  “Estima-se que as mulheres podem acrescentar US$ 12 trilhões ao PIB mundial até 2025, de acordo com dados do Instituto Mackenzie. Isso significa gerar mais riqueza, além de melhorar a vida de inúmeras mulheres e comunidades ao redor do mundo”.

Na mesma direção, o presidente da Câmara de Comércio França-Brasil, Maxime Rabilloud, destacou a diversidade como elemento fundamental para performance e competitividade nas empresas. “A diversidade de gênero hoje nas empresas é essencial para se manter competitivo. Para a Câmara de Comércio França-Brasil esse é um tema importante, e queremos torná-lo um eixo-chave de nossos projetos em 2018: além de ser um tema aglutinador, a diversidade está relacionada à performance econômica com responsabilidade social, o que possibilita destacar as melhores práticas de negócios e gerar  valor para nossas empresas associadas”.

A Cônsul-Geral do Canadá no Rio de Janeiro, Evelyne Coulombe, destacou algumas iniciativas do país de apoio à promoção dos direitos das mulheres e de ampliação do acesso a recursos para assegurar a igualdade de gênero nas áreas econômica e social.  “Para implantar sua política, o Canadá usa uma abordagem em duas vertentes. A primeira é apoiar as organizações locais que promovem os direitos de mulheres. A outra envolve homens e meninos que também devem desafiar as tradições e costumes que mantêm a desigualdade de gênero, como exemplo temos o movimento He For She”, explicou.

Já o Cônsul-Adjunto da França no Rio de Janeiro, Jean-François Laborie, ressaltou tanto ações de efeito imediato para a equidade de gênero nas organizações, como a criação de cotas para mulheres nos conselhos de administração das empresas francesas, quanto projetos mais amplos, como o apoio ao encorajamento das atividades domésticas e o enfrentamento da violência contra a mulher. “Temos a consciência que mudanças só podem ser alcançadas através de políticas familiares ambiciosas”, afirmou ao destacar a recente mudança na licença de paternidade no país, que passou a contemplar o mesmo período adotado para mulheres.

7 Princípios da ONU Mulheres: um direcional para a diversidade de gênero nas empresas 

Criado para orientar as empresas na tarefa de promover a diversidade de gênero e empoderar mulheres no setor empresarial, os WEPs - sigla em inglês para os “Princípios de Empoderamento das Mulheres” - é uma iniciativa liderada pela ONU Mulheres. Para aderir, as empresas são incentivadas a assinar a Declaração de Apoio de CEOs aos WEPs, usar os sete Princípios da ONU Mulheres para avaliar suas políticas e programas para, então, desenvolver um plano de ação que integre a perspectiva de igualdade de gênero.  

De acordo com a gerente dos Princípios de Empoderamento das Mulheres da ONU Mulheres, Adriana Carvalho, qualquer empresa pode aderir aos Princípios. No Brasil, ela lembrou a importância de considerar também questões de raça e etnia. “ Em um país, onde 54% das pessoas se declaram negras, é fundamental que as empresas façam a interseccionalidade entre gênero, raça e etnia. Queremos que todas as  mulheres possam chegar a posições de empoderamento”, destacou. 

O painel empresarial reuniu representantes das empresas signatárias dos sete Princípios da ONU Mulheres: Sandrine Ferdane, CEO Brasil do BNP Paribas, Natacha Marly, General Counsel & Ethics Officer da Engie, Maya Colombani, Diretora de Inovação e Sustentabilidade da L’Oréal Brasil, Renata Mazoco, Gerente de Responsabilidade Social, Marca e Reputação da VALE, Pedro Garcia, do Departamento de Responsabilidade Social e Projetos com a Sociedade da Eletrobrás e Soraya Araujo, Head Government Affairs and Policy & Social Responsibility da Merck, que compartilharam experiências e debateram com o público projetos e iniciativas. 

Para 2018, a Câmara de Comércio França-Brasil pretende construir uma agenda duradoura em torno do tema da equidade de gênero e seus impactos no desempenho da economia. “Apesar de termos um número significativo de empresas francesas bem colocadas no ranking mundial das melhores práticas nesse contexto, sabemos que muito resta a fazer. Esse tema será uma das prioridades da CCIFB para o ano de 2018”, ressaltou Maxime Rabilloud.  

Conheça os sete Princípios de Empoderamento das Mulheres

Princípio 1: Estabelecer uma liderança corporativa de alto nível para a igualdade entre gêneros.

Princípio 2: Tratar todos os homens e mulheres de forma justa no trabalho – respeitar e apoiar os direitos humanos e a não discriminação.

Princípio 3: Assegurar a saúde, a segurança e o bem-estar de todos os trabalhadores e trabalhadoras.

Princípio 4: Promover a educação, a formação e o desenvolvimento profissional para as mulheres.

Princípio 5: Implementar o desenvolvimento empresarial e as práticas da cadeia de abastecimento e de marketing que empoderem as mulheres.

Princípio 6: Promover a igualdade através de iniciativas comunitárias e de defesa.

Princípio 7: Medir e publicar relatórios dos progressos para alcançar a igualdade entre gêneros.

Rio de Janeiro

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