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O que a sua empresa precisa saber sobre o mercado de M&A no Brasil

De acordo com os dados do Transactional Track Record (TTR), as operações de M&A contabilizaram R$ 54,3 bilhões no 1º trimestre de 2018. O valor é o mais alto para o período desde 2016, mas volume de negócios registra queda de 19,85% em relação ao ano anterior. Para debater as melhores práticas para as companhias que desejam realizar uma fusão ou aquisição, a comissão Jurídica da Câmara de Comércio França-Brasil (CCIFB-SP), recebeu os especialistas Augusto Martins, diretor executivo do Banco Alfa, e Bruno Fagundes Vianna, do Fagundes Pagliaro Advogados.

Segundo Martins, os fatores que levam as empresas a realizarem um M&A geralmente são sinergias que envolvem diferentes aspectos. “Aumentar o marketshare, ampliar o expertise, diversificar o segmento de atuação, reduzir a capacidade ociosa e a mudança de cenário econômico são os principais”, explicou. “Após um longo período de crise, os investidores voltam a olhar para o Brasil como um potencial mercado, principalmente por conta do câmbio estável, dos juros menores e do controle da inflação”, sinalizou.

Sobre os modelos mais usados para precificação de uma empresa, o especialista destacou o fluxo de caixa descontado e os múltiplos de mercado. “Na primeira opção é avaliado o que a companhia tem hoje e o que terá nos próximos cinco anos. Já na segunda, o mercado financeiro consegue avaliar os ativos financeiros e o valor intrínseco justo”, ressaltou Martins. “A contratação de advisor é importante nas fases do processo”, disse.

Para Bruno Vianna, o especialista jurídico vai ajudar em questões essenciais como contrato de confidencialidade, memorando de entendimento, carta de intenções e, principalmente, na fase de due diligence. “O processo de due diligence é complexo e exige a verificação e a apresentação financeira efetiva da empresa, ou seja, passivos, questões financeiras, trabalhistas e outras”, afirmou. “Outro ponto importante é a questão do estoque. Geralmente, o valor do estoque é considerado no cálculo do capital de giro e é alvo para ajustes de preço”, enfatizou. “Sobre as garantias, por exemplo, podem ser fiança bancária e garantias reais”, concluiu.

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