Câmara de Comércio França Brasil

Notícias
  1. CCIFB
  2. Notícias
  3. Atualidades das Câmaras
  4. Os cinco passos do Design Thinking para a inovação empresarial

Os cinco passos do Design Thinking para a inovação empresarial

Uma manta térmica desenvolvida para ser uma alternativa às dispendiosas incubadoras na África. A utilização da realidade virtual para melhorar a experiência (e diminuir o medo) das crianças no processo de vacinação. Uma cola que não funciona que se transforma em post-it, um produto de sucesso internacional. Esses são alguns dos exemplos de inovação trazidos por Humberto Emílio Massareto, professor da ESPM, na última reunião da Comissão de Saúde da CCIFB-SP, realizada no dia 11 de maio. 

Segundo Massareto, há dois tipos de inovação: o incremental (com uma frequência de 84% nas empresas) e o radical (com um frequência de 16%). Os modelos de inovação são o “de produto”, “de serviço”, “de processo”, “de organização” e “de marketing”. Já os graus se dividem em “de empresa” (restritos ao âmbito da companhia), “ de mercado” (restritos ao segmento mercadológico) e “de mundo” (sem restrição). 

Incentivar a criatividade é uma das maneiras para iniciar um processo de inovação empresarial. Porém, a criação não basta em si mesma. Para se tornar uma legítima inovação, necessita gerar resultados concretos, na forma de geração de receitas ou diminuição de despesas.

Massareto cita a ideia do “Golden Circle”, desenvolvida por Simon Sinek, para clarear o caminho organizacional na busca dessa criatividade produtiva. Segundo Sinek, as empresas realmente relevantes costumam iniciar cada projeto organizacional respondendo a uma pergunta: “ por quê?” (propósito). A razão de existência da companhia (esse por quê) é o que vai determinar o seu “como” (processo) e o seu “o quê” (produtos e serviços).  

Para se manter constantemente em uma zona de excelência, as empresas precisam também atender cuidadosamente a três questões. A primeira é “o que fazemos muito bem?”. A segunda é “ o que podemos fazer melhor?”. E a terceira é “ o que ainda faremos daqui a 5, 10 ou 15 anos?”.  

O Brasil está estagnado no Ranking Internacional de Inovação, ocupando a 69a posição entre os países pesquisados pela Universidade de Cornell, pela Escola de Negócios do Insead e pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual. O fato por si só demonstra a necessidade do setor produtivo nacional adotar metodologias que incentivem a pesquisa e o desenvolvimento. 

O professor Massareto abordou uma das ferramentas para potencializar a inovação, denominada Design Thinking. Segundo essa metodologia, há cinco passos para uma empresa conseguir gerar inovações de valor. O primeiro é o “Aprender” sobre o assunto que se quer tratar. O segundo é “Definir”  especificamente o público que se quer atingir. O terceiro é “Idealizar” ideias e resoluções paras as questões levantadas. O quarto é “Prototipar”  as melhores soluções idealizadas para o público especificado. O quinto, e último, é “Testar” e eventualmente aplicar melhorias contínuas.

São Paulo

Voltar à lista