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Desafios do compliance e da mobilidade global

Compliance e mobilidade global foram temas de evento realizado pela EMDOC em parceira com a CCIFB-SP no dia 22 de março. Para Isabel Marquez, representante da ACNUR no Brasil, agencia da ONU para refugiados, a mobilidade humana já é reconhecida por muitos países como uma questão fundamental para o desenvolvimento. 

“Esse tipo de ação deve ser olhada com muito cuidado, pois estamos falando muitas vezes de pessoas muito qualificadas que se deslocam de seus países de origem de um dia para o outro”, explicou Isabel. “Dados mostram que três milhões de pessoas deixaram seu país no segundo semestre de 2016 por razões de guerra”, sinalizou.

Segundo Isabel, a lei brasileira para os refugiados é uma das mais modernas do mundo e os projetos já realizados entre empresas e refugiados têm gerado resultados positivos. “Projetos de diversidade que incluem procedimentos internos de integração são muito efetivos. Atualmente, cerca de 1.400 refugiados já trabalham em 200 empresas”, ressaltou.

A gestão de profissionais com culturas diferentes também foi destacada por Anderson Brugnera, da GPA, maior grupo varejista e de distribuição do Brasil. “Atuamos com cerca de 50 expatriados por ano dentro do grupo. Desse modo, desenvolvemos uma série de iniciativas para que a mobilidade de expatriados seja efetiva e positiva”, afirmou. “Um ponto relevante quando falamos de mobilidade profissional é estabelecer classificações e objetivos diferentes para cada colaborador. Outro destaque é acompanhar sempre a carreira internacional do expatriado, estabelecendo rituais”, exemplificou.

Já os especialistas Marcel Ribas, do Mattos Filho, Newton dos Anjos, gerente Jurídico Trabalhista da Embraer e Guilherme Dias, da EMDOC, apresentaram cases de compliance e as melhores práticas realizadas em ações que envolvem expatriados e empresas. “Programas de compliance envolvem análise minuciosa de riscos e prevê uma estrutura de ações que devem nortear a organização”, disse Ribas. “Ter um canal de comunicação no site, por exemplo, é uma ferramenta importante e de baixo custo que auxilia no recebimento de informações estratégias que são enviadas de forma anônima”, ressaltou.

“A relação de confiança que existe entre a empresa e as autoridades do governo é constituída por meio da ética e do trabalho realizado”, enfatizou Anjos. Para Dias, o importante é mostrar que a prevenção é fundamental para as organizações. “Debates como os realizados hoje reforçam o potencial dos temas e das práticas realizadas no Brasil e no mundo”, concluiu.

São Paulo

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