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Três razões para apostar no crescimento do Brasil em 2017

Em palestra promovida pela CCIFB/RJ, o economista-chefe para América Latina do banco BNP Paribas, Marcelo Carvalho, traçou um cenário otimista para a economia brasileira, com previsão de queda de seis pontos percentuais dos juros básicos e crescimento de 1% do PIB.

“Acredito que estamos no ponto que o pior já passou e que o cenário para frente é positivo. Tivemos certa frustração nos últimos seis meses, mas agora os indicadores parecem sinalizar uma estabilização e devemos voltar a crescer. Tenho muita confiança que terminaremos o ano melhor do que começamos”. Com essa afirmação otimista, o economista-chefe do banco BNP Paribas, Marcelo Carvalho, apresentou projeções favoráveis para o cenário econômico brasileiro durante palestra realizada na última terça-feira, no Hotel Caesar Park, em Ipanema. 

De acordo com Carvalho, as razões para apostar na retomada do crescimento do Brasil ainda neste ano e, progressivamente, em 2018, concentram-se em três fatores principais: o atual bom diagnóstico do governo, a qualidade de seu time econômico – incluindo dirigentes do Banco Central, Ministério da Fazenda e BNDES – e a capacidade que o governo tem mostrado em aprovar medidas e propostas de forma relativamente rápida no Congresso. Em um cenário global favorável como o atual, com o aumento gradual e lento dos juros nos Estados Unidos, Japão e Europa, e a recuperação do preço das commodities após queda em 2016, esses três fatores deverão continuar a impactar a recuperação de indicadores do Brasil como inflação, juros, taxa de investimento e nível de confiança.  

“Devemos voltar a ter taxas positivas de crescimento. Para 2017, esperamos um crescimento de 1% e de até 3% para o próximo ano. Isso se deve, em parte, porque os índices de confiança estão voltando a subir e devido à queda dos juros”. Segundo o economista, a reforma da previdência em discussão e com previsão de votação, a esperada revisão da meta da inflação e a implantação do teto para os gastos do governo são medidas que impactaram o índice de confiança para investimentos, o que irá auxiliar o crescimento ao longo do ano.  Outro ponto citado, são os investimentos que começam a se rearticular em torno de infraestrutura, transporte e saneamento. 

Riscos

No cenário de possíveis riscos, em nível global, o economista alertou para os impactos da política monetária do Banco Central Americano, em caso de um brusco aumento dos juros, assim como para uma desestabilização do preço das commodities a partir de resultados econômicos negativos na China, cenários que não parecem centrais, segundo Carvalho. No Brasil, o principal risco lembrado foi o veto à reforma da previdência.

Rio de Janeiro

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