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Volatilidade do preço de energia exige maior planejamento

O preço altamente volátil da energia no Brasil exige das empresas uma gestão energética minuciosa e um monitoramento constante dos níveis de consumo, já que o custo com eletricidade, em muitas companhias, é fator crítico na rentabilidade do negócio.

A afirmação foi feita por Mathieu Piccin, diretor de energia e sustentabilidade da Schneider na América do Sul, durante o evento organizado pela Comissão de Inteligência Estratégica da CCI França-Brasil (CCIFB-SP). 

Segundo o executivo, a gestão energética deve contemplar algumas etapas fundamentais. “A primeira delas é identificar as prioridades da empresa quanto a compra de energia”, comenta. “E, no caso de empresas que compram no mercado livre de energia, é necessário definir níveis de contratação e estabelecimento de referência de preços”, acrescentou.

Piccin elencou ainda as três grandes tendências no setor elétrico nacional que têm impacto direto nos negócios das empresas instaladas no Brasil. “A principal é o crescimento e a aposta em energia a partir de fontes renováveis. Até 2030, estima-se que 60% dos investimentos empresariais serão em energia limpa”, disse. “Outra tendência é a descentralização do setor, tornando o consumidor um agente ativo na cadeia de geração e consumo de eletricidade no Brasil”, ressaltou.

A terceira tendência destacada por Piccin é a digitalização do setor elétrico. “Há hoje uma crescente exigência de investimentos em eficiência energética e em sistemas de monitoramento da rede elétrica, o que têm mudado drasticamente o papel das distribuidoras de energia no País”, apontou.

Outro convidado da Comissão de Inteligência Estratégica foi Pierre-Yves Mourgue, diretor da Yellow Green, empresa francesa de projetos e eficiência energética. Na ocasião, Mourgue apresentou o case de sucesso do programa de eficiência energética do Grupo Pão de Açúcar.

Em dois ano, as medidas de eficiência energética implantadas no Pão de Açúcar pela Yellow Green garantiram uma economia de 200 gigawatts. “Na verdade, a melhor energia é aquela que não se consome, que se economiza”, afirmou Mourgue.

São Paulo

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