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| Boletim Eletrônico da Câmara de Comércio França - Brasil – Rio de Janeiro - Setembro | |
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Comissão de Tecnologia da Informação da CCFB-RJ, no dia 2 de setembro Em um futuro próximo o papel será eliminado pelas empresas segundo o executivo francês da Esker e presidente da JRM, Jérôme Moitry, em palestra sobre o "Lançamento da solução ESKER no Brasil", promovida pela Comissão de Tecnologia da Informação da CCFB-RJ, no dia 2 de setembro. Líder na Europa, a Esker ajuda as organizações a eliminar o papel e melhorar os processos de negócios através da automação-representando economia de custo e tempo, além de preservar a natureza ao se evitar o desmatamento de árvores. É também um duro golpe na burocracia que dele se sustenta. - A Esker é uma multinacional, nascida na França, mas com 55% do faturamento nos EUA, fornecedora de Software para empresas do mundo inteiro, focada no desenvolvimento da automação de documentos. E vive os desafios de hoje. Toda empresa tem a preocupação de diminuir custos e ter boa relação com clientes e fornecedores. O uso de papel provoca baixa satisfação, processo demorado e as empresas não percebem que este sistema tem custo alto, disse na apresentação. Com o fim do papel, as faturas, fax e pedidos dos clientes passam a ser digitalizados e todas as tarefas deixam de ser manuais. Com isso os problema de erro de digitação são eliminados, aumentando a segurança da informação: - Como exemplo, o erro de uma fatura de R$ 100 mil para R$ 1 milhão provocará um prejuízo de R$ 900 mil, o que poderá culminar em um grande prejuízo para a empresa. Em uma tarefa manual o tempo gasto em média são 20 minutos e o custo chega a R$ 5,30. Em contrapartida com o sistema implantado pela ESKER, o tempo cairá para um minuto e o custo para R$ 0,20. Também reduz custo em processo de pedidos em 70%. Portanto são inúmeros os benefícios da automação: permite o aumento da produtividade e da rentabilidade reduz custo melhora o fluxo de caixa da tesouraria. Economiza tempo e diminui o ciclo de negócios seja cobrança ou produção. Com o acompanhamento da fatura os atrasos são eliminados e melhora a satisfação do cliente. Todos os administradores da Europa são loucos para acabar com o papel, sintetizou Jérôme Mitry, para uma platéia atenta com as possibilidades de se viver sem papel. Líder mundial de automatização de documentos a ESKER tem entre seus clientes empresas do porte da Microsoft, Sony, Hilton, Mastercard, entre outras. Qualquer forma de documento ela integra Software que faz interface. A entrada não é só papel, pode ser fax, e-mail e as despesas são classificadas. A fase posterior depende das regras de negócios, que saem do seu controle como consultas à Receita Federal, que exigirá um tempo para se receber a resposta. Em cada fase, uma fatura poderá parar para se aguardar uma informação imprescindível. Também pode-se analisar uma fatura e não quitá-la. Tem alguns processos que exigem levantamentos contábeis. - No treinamento da ESKER pode-se identificar se o pedido foi duplicado e neste caso é bloqueado. Como o formato de nota fiscal não é padrão embora tenha características iguais a automação vai identificar a fatura e impor as regras. Eu acredito muito nisso". Comissão de Propriedade Intelectual- Evento do dia 14 de agosto A representante da OMPI (Organização Mundial de Propriedade Intelectual) Patricia Simão Sartarius, foi a convidada palestrante da Comissão de Propriedade Intelectual da CCFB-RJ no dia 14 de agosto num café da manhã, com o tema da palestra:” O Uso Estratégico da Propriedade Intelectual nos Países Em Desenvolvimento". Advogada brasileira radicada em Genebra, na Suíça, e especializada em Propriedade Intelectual, Patricia pode ser reconhecida pelo trabalho que desenvolve há 11 anos em vários setores da OMPI como um orgulho para o nosso país: "- No comitê específico dos países em desenvolvimento gerencio cursos e palestras na área de patentes no mundo todo. Farei uma pequena apresentação sobre o contexto do meu trabalho. Vejo em Genebra que muitos diplomatas não são preparados sobre este assunto e ainda se faz muita política. O tratado de patentes quer uniformizar no mundo a legislação para facilitar, esse é o nosso desafio.Deixo a política para os políticos, sou da sustância", declarou na abertura da palestra diante de uma platéia formada por advogados especializados no tema. No panorama internacional Patricia ressaltou o papel da China neste contexto: - O comércio de alta tecnologia de 1995 a 2003 é enorme. A China aparece sempre despontando como potência em todos os gráficos, mas também investiu em pesquisa e desenvolvimento. A dominação japonesa também é grande, claro que no início eles copiaram tecnologia que estavam em domínio público em uma época. E não é pirataria, é tecnologia. Existe muita informação tecnológica que as pessoas não usam. Os japoneses usaram esta tecnologia e aperfeiçoaram. Além do crescimento da China, Índia e Coréia do Sul, Singapura, por exemplo, com um pedaço de terra possui pólos tecnológicos incríveis, portanto não é atoa que tem desenvolvimento econômico", ressaltou. Sobre o Brasil, Patricia Sartarius destacou o trabalho desenvolvido nesta área pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). - Fui informada que a UFMG dá entrada de quatro patentes / mês para um núcleo restrito de uma universidade, é um dado admirável. A OMPI pode servir como um fator facilitador neste trabalho enviando advogados brasileiros e promovendo intercâmbios, acho muito interessante. . Temos que perder esta idéia de que nós brasileiros não sabemos. Negociando contratos de transferência de tecnologia vocês podem ganhar dinheiro e fazer os investidores ganharem também. Escrevam para a gente", disse apresentando o endereço eletrônico pessoal para os presentes. Segundo ela a característica principal dos profissionais para trabalhar com a negociação desta tecnologia é a prudência de primeiro proteger: ”- A gente dissemina esta cultura de proteger para patentear e a nossa missão é propagar esta cultura para os países em desenvolvimento. Explicar sobre a proteção, o comércio, a colocação dos produtos no mercado e informar como isso tem que ser feito. Orientar sobre políticas gerenciais para universidades e instituições destes países convidando profissionais bem qualificados para dar cursos. Muitas empresas me indicam estes profissionais. Atualmente é grande a quantidade de patentes principalmente nos EUA, onde 95% delas não têm nenhuma utilidade e 5% fazem sucesso. No Congresso norte-americano tramita um projeto para melhorar o nível das patentes: - Proteger em outros países é caro mas se você não tem patente não tem nada, nem possibilidade de negociação. Quando a invenção é muito boa, as pessoas vêm. No mundo acadêmico sempre digo, não publica, primeiro protege, embora sinta que neste segmento exista grande dificuldade em aceitar isso. Vejo que existe grande ansiedade deles em publicar em publicações científicas. Sartorius também antecipou seus próximos planos na área: “- Tenho um projeto de Propriedade Intelectual nos esportes que estou iniciando. Ele abrange tudo que envolve propriedades intelectuais nos esportes para o mundo". Comissão PME - Evento do dia 20 de agosto Bancos brasileiros financiarem as pequenas e médias empresas, nacionais e estrangeiras, é lucro garantido para a economia, embora ainda seja um segmento inexplorado no país. Esse foi o resultado da calorosa discussão em torno da palestra realizada no dia 20 de agosto pela Comissão de PMEs CCFB-RJ, com o palestrante convidado o Gerente de Relacionamento da Caixa Leonardo Silveira, que falou sobre “Financiamentos para Pequenas e Médias Empresas com a Caixa Econômica”. Na abertura ele agradeceu a preciosa oportunidade oferecida pela CCFB de expor os projetos da Caixa para este setor. ”A idéia é mostrar a Caixa como parceira das pequenas e médias empresas neste cenário econômico interessante em que passa o nosso país. A Caixa como instituição que fomenta vem aumentando o financiamento à pessoa jurídica e temos como estratégia abaixar os juros. Também vamos começar a atuar no comércio exterior nos próximos meses", antecipou. Segundo ele, entre as ações mais importantes foi a criação da Conta Corrente Caixa, que oferece empréstimos e financiamentos repassados de recursos do BNDES e do FAT, com taxas de juros reais a 0.6 juros. ”- São as menores e mais competitivas tarifas de mercado. A Caixa é bastante criteriosa nas concessões. O crédito funciona como um remédio para a empresa e como tal a dosagem tem que ser ingerida na medida certa, pois pode provocar embaraços. A nossa conta corrente tem o custo mais baixo do mercado e ela funciona como a nossa porta de entrada. O nosso objetivo é ter taxas com bons preços no mercado. O limite do cartão empresarial é feito caso a caso com o gerente, que analisa a empresa. Não existe limite e vai depender da situação da empresa e das garantias". Entre as ações da Caixa o representante destacou o Proger, programa com recurso do Governo Federal para pequenas e médias empresas dando como exemplo o setor turístico. ”No Brasil, o turismo na Região Nordeste vem se destacando como preferência no investimento dos empresários europeus e, portanto a Caixa oferece linhas para aquisição de atividades ou manutenção. No interior fluminense o setor petrolífero também tem chamado a atenção dos nossos investimentos. Somos a maior rede de atendimento do Brasil e estamos em todos os municípios do país seja em agência ou em casas lotéricas. Gostaria também de ressaltar a nossa preocupação de acompanhar a aplicação dos recursos oferecidos e se na viabilização dos mesmos o meio ambiente é preservado". Para as pequenas e médias empresas, o enfoque principal da palestra, ele disse que a Caixa também oferece linhas de financiamento inclusive para exportação. O BNDES Automático destina recursos para a obra civil, móveis, utensílios e capital de giro. O prazo de pagamento é de 60 meses, que inclui 12 meses de carência. A taxa é de 6,5% a.a mais TJLP (limitada a 6% a.a)", salientou. O ponto alto da palestra foi a discussão sobre a falta de apoio no Brasil ao pequeno e médio empresário estrangeiro que pretenda investir no nosso país tema levantado pelo representante do consulado italiano, Antonenello Confente, que destacou: - “A dificuldade dos estrangeiros abrirem uma uma conta corrente no Brasil é enorme, pois pessoa física estrangeira não pode ter conta aqui, mesmo se tratando de dinheiro que entra legalmente”. Eu já perguntei para muitos clientes e gostaria de saber do Leonardo Silveira qual a razão desta medida que impede que o pequeno e médio empresário invista aqui. Não se trata do grande investidor, das filiais das grandes empresas que não precisam de financiamentos. Chego a pensar que o Brasil não se interessa pelo pequeno empresário estrangeiro. - "Acho que a resposta para a sua pergunta é o que estamos fazendo aqui e o que propõe a CCFB, que é atuar na sociedade e junto às autoridades" respondeu o representante da Caixa, que se disse "satisfeito com o resultado e o alto nível da palestra" finalizou, com planos futuros de ter a Caixa entre entre os filiados da câmara franco brasileira. . Seminário Inteligencia Estratégica do dia 22 de agosto Inteligência competitiva: oportunidade de crescimento A Câmara de Comércio França – Brasil, seção Rio de Janeiro, em parceria com, O Sistema FIRJAN e com o apoio da. Coppe/UFRJ realizou no dia 22 de agosto, na sede da Firjan, o seminário “Inteligência Estratégica (IE) – Modismo ou Imperativo?”. O evento reuniu especialistas e mais de 200 empresários de quatro estados brasileiros (Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo) e do Distrito Federal. Os palestrantes formularam os pilares de estruturação da IE e abordaram as vantagens de sua aplicação nas principais atividades do País. O consultor Allain Juillet, responsável pela Inteligência Econômica da Secretaria Geral de Defesa Nacional da França, foi o convidado internacional. Participaram do seminário, o presidente da Câmara de Comércio França-Brasil, REGIONAL Rio de Janeiro José Luiz Alquéres, O conselheiro da CCFB-RJ e coordenador da comissão de Inteligência Estratégica da CCB-RJ, Tito Ryff,, o presidente do Sistema FIRJAN, Eduardo Eugenio Gouvêa, Vieira, o diretor geral do Sistema FIRJAN, Augusto, Franco, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Industrial e de Comércio, Júlio Bueno o coordenador do Departamento de Relações Institucionais de Sustentabilidade da América do Sul e Central da empresa Vale, Gustavo Grisa. Além destes, participaram o pesquisador do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade, André Urani, o líder da estratégia da Embraer e membro da Sociedade Internacional de Profissionais de Inteligência Competitiva, Paulo Franklin, o coordenador do Centro de Referencia em Inteligência Empresarial da UFRJ, Marcos Cavalcanti e o especialista de Planejamento do Sistema FIRJAN, Marcelo Siciliano. José Luiz Alquéres, presidente da CCFB-RJ, defendeu a descentralização do conhecimento que possa reproduzir a integralidade, das decisões nos resultados que desencadeiem em mudanças na sociedade. “Todos os atores sociais devem estar envolvidos diretamente no processo de IE utilizando as novas saídas que visem à melhoria das ações econômicas, a diminuição de riscos, e o aprofundamento de projetos conceituais e teóricos”, antes de serem colocados em prática”, Na palestra “O Conceito da Inteligência Estratégica e sua Importância para Nações, Regiões e Empresas”, o consultor francês Allain Juillet mostrou os benefícios da prática da IE em importantes decisões de um País. “O controle da informação é essencial para que não ocorram perdas dramáticas”, assegurou. Ele lembrou a importância da preparação diante de possíveis ameaças. “O sigilo é prioritário durante o processo para que realmente se possa trabalhar. Assim é possível reduzir riscos, manter a independência e a transversalidade”, completou Juillet. Segundo Tito Ryff, para a promoção do Desenvolvimento Nacional, é necessário à utilização. da inteligência estratégica como instrumento de avaliação de oportunidades e de preparação para ameaças futuras. “A implantação da IE, no âmbito empresarial deve fazer parte do planejamento das atividades estratégicas, buscando a prevenção de possíveis riscos”, afirmou o ex-secretário estadual de Planejamento. Para Eduardo Eugenio, o uso da Inteligência Estratégica traz ganhos para o Brasil. “O conhecimento é uma ferramenta indispensável no mundo globalizado e competitivo”. Pretendemos trabalhar o processo de informação, com o objetivo de ganhar mercados e nos manter na liderança. Este evento promove a reflexão do aproveitamento de ações baseadas na IE do cotidiano das organizações e das demais atividades realizadas em âmbito nacional”, afirmou. Durante o evento, o secretário Júlio Bueno, aproveitou para pontuar as ações que estão. sendo estudadas para fomentar a IE no Rio de Janeiro. “O planejamento baseado em Inteligência Estratégica é indispensável para que possamos estabelecer linhas de desenvolvimento da sociedade, priorizando decisões dinâmicas, e controlando a economia do País”. “Estamos trabalhando nesse sentido, buscando a melhoria nos gastos públicos, o desenvolvimento regional, o aumento dos investimentos, a promoção de qualificação de pessoal e de empresas, o incentivo tributário, entre outros objetivos”, declarou o secretário. |
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