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Fábio Giambiagi, do BNDES, debate reforma da Previdência e crise fiscal

A Comissão de Observatório Econômico recebeu, nesta sexta-feira (29/06), o economista-chefe do BNDES para debater a reforma da Previdência e a crise fiscal. Fábio Giambiagi apresentou estudos desenvolvidos ao longo de 25 anos, que mostram a relação entre o crescimento demográfico da população, os números do PIB e os gastos com a Previdência.

Segundo o especialista, das aposentadorias concedidas no ano passado para a população urbana, 43% dos homens e 50% das mulheres conseguiram o benefício antes dos 55 anos. “Do ponto de vista do país, isso (aposentadoria em idade ainda produtiva) é um crime contra o futuro!”, afirma Giambiagi, que é mestre em economia pela UFRJ, autor do livro “Reforma da Previdência” e organizador de “Economia Brasileira Contemporânea”.

A reforma da Previdência propõe que o trabalhador contribua pelo menos por 15 anos para ter direito à aposentadoria, o mesmo em vigor atualmente. Porém, quanto mais o trabalhador permanecer no mercado de trabalho, maior será o tamanho do benefício dele. Em relação à idade mínima, ela que vai subir aos poucos, até chegar aos 65 anos para os homens e 62 anos para as mulheres em 2038. Cumprindo essas regras de idade e contribuição, o trabalhador já terá direito a 60% do salário de contribuição.

“Em síntese, quem contribuir mais tempo, vai ganhar mais”, resume Giambiagi. O déficit do Brasil para os gastos com a Previdência previstos para 2018 é de R$ 200 bilhões. “É o reflexo das aposentadorias precoces e isso significa menos recursos para a saúde, educação e segurança pública. Resolver a questão previdenciária será um desafio importante para o novo Presidente da República”, conclui.

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São Paulo

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