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L’Oréal quer economizar até 60% do consumo de água até 2020 e projeto Aquapolo abastece Polo Petroquímico com água de reúso

Segundo estimativa da ONU, até 2030, 40% do planeta vai ter déficit de água, a menos que seja melhorada dramaticamente a gestão desse recurso.  O número é preocupante e serve de alerta para muitas indústrias, grandes consumidoras de água, reverem seus conceitos de produção e sustentabilidade.

Foi o que fez a L’Oréal SP, empresa francesa presente em mais de 150 países.  A multinacional implantou o projeto “Sharing beauty with all”, que estabelece compromissos de sustentabilidade do Grupo até 2020. A unidade de São Paulo tem o desafio “Rumo à fábrica seca”. “Nossa meta até lá é reduzir 60% das emissões atmosféricas, do consumo de água e da geração de resíduos”, explica Eduardo Pinheiro, engenheiro responsável pela área de projetos ambientais da L’Oréal SP.

Para isso, a fábrica paulista já adotou uma série de pequenas e grandes ações: colocou 52 hidrômetros na unidade para monitorar o consumo de água, implantou a limpeza sanitária dos tanques por vapor, fez campanha de conscientização com os funcionários, trocou as torres de resfriamento e substituiu as tubulações dos banheiros para utilizar a água de osmose, que seria descartada.

A sede ainda possui uma estação de tratamento de efluentes, que depois da implantação do projeto, não gera mais lodo. “Até 2020, vamos reutilizar internamente todo o volume de água tratada proveniente da nossa estação de tratamento”, afirma Pinheiro. 

Outro case apresentado na Comissão de Bioconomia da Câmara foi o da Aquapolo, uma parceria entre a BRK Ambiental e a Sabesp, que abastece o Polo Petroquímico de Mauá, além de três grandes indústrias da região. O objetivo é aumentar a disponibilidade hídrica com o uso racional dos recursos, redução de perdas e gestão integrada.

O Aquapolo é o maior projeto de reúso do Hemisfério Sul. “Ele foi criado como solução para atender a demanda de abastecimento por conta do crescimento da cidade, pensando em tecnologia e aplicabilidade”, diz Marcos Asseburg, Diretor Presidente da Aquapolo Ambiental.

A água de reúso industrial é produzida a partir do esgoto tratado na Estação de Tratamento do ABC. Depois de tratada, a água percorre 17 km até chegar ao Polo Petroquímico. A capacidade de produção hoje é de 1.000 litros por segundo de água de reúso para fins industriais.

São Paulo

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