Snow propõe selo de qualidade para projetos

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, John Snow, desembarcou no Brasil com a proposta de criação de um mecanismo para incentivar os investimentos em infra-estrutura no Hemisfério. A idéia é que o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) tenha um sistema de avaliação e seleção de bons projetos de infra-estrutura para orientar os investidores. Essa seleção dos investimentos funcionaria como uma espécie de "selo" de garantia dos projetos.

Snow discutiu a proposta ontem durante encontro com o ministro da Fazenda, Antônio Palocci. Mas o tema será debatido mais detalhadamente hoje na reunião do "Grupo de Crescimento", que será realizada no Rio de Janeiro, com a presença de ambos. O grupo foi criado durante a primeira vista que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez a Washington, depois de ter assumido a Presidência, para debater estratégias comuns para incentivar o crescimento. "Temos o desejo de encorajar as Parceria Público-Privadas e vamos continuar esse diálogo no Grupo de Crescimento", afirmou Snow.

O mecanismo proposto pelo secretário seria aplicado não só para investimentos feitos no Brasil, a partir das Parcerias Público-Privadas (PPPs), mas também a projetos de outros países. "O mecanismo seria uma espécie de câmara de compensação para boas parcerias público-privadas. "Os investidores precisam de um mapa de orientação para diferenciar as boas oportunidades que tenham retorno", explicou o secretário.

Entre as áreas do setor de infra-estrutura que Snow acredita que podem ser incentivadas estão as de hidrovias, ferrovias e rodovias. Como ex-presidente da empresa da companhia de transporte CSX, que tem investimentos no Brasil, inclusive no porto de Santos, o secretário mostrou conhecimento sobre o tema, principalmente na área de navegação.

- Há um grande potencial de uso dos rios para transporte de produtos como a soja, por exemplo - disse. Segundo Snow, há uma imensa oportunidade de modernizar o sistema fluvial, aprofundando os canais de navegação e permitindo que o sistema opere com embarcações maiores.

- Isso diminui o custo de transporte, que significa um maior retorno líquido nas exportações - afirmou Snow.

 
Produzido por Actech

© Câmara de Comércio França-Brasil – Todos os direitos reservados