Um presépio diferente foi inaugurado nesta terça-feira em Belo Horizonte. Em tamanho natural as figuras tradicionais do Menino Jesus, Maria, José e dos três reis magos, além de 19 animais - representando os cinco continentes - prometem encher os olhos dos visitantes que forem à Fundação Zoo-Botânica.
As 28 réplicas feitas em topiara - técnica milenar originária dos Jardins da Babilônia - foram esculpidas com base em uma estrutura de metal e cobertas por um manto vegetal, feito com resíduo de celulose, bagaço de cana e papel picado.
Os visitantes poderão ver também uma árvore de Natal com quatro metros de altura, enfeitada com 475 vasos de plantas.
A Fundação Zoo-Botância fica na avenida Otacílio Negrão de Lima, 8.000, Pampulha. O horário de funcionamento é de 8h30 às 16h. Na terça-feira, a entrada é gratuita e de quarta-feira a sábado o ingresso custa R$ 1. Nos domingos e feriados, a entrada custa R$ 2. Visitantes abaixo de sete e acima de 65 anos não pagam.
O presépio pode ser visitado até o dia 6 de janeiro.
Pólo científico ganha impulso no Sul de Minas
Projeto que irá transformar Itajubá em um importante centro tecnológico prepara a implantação da primeira fase do parque
Itajubá está perto de consolidar o ambicioso projeto de tornar-se pólo de ciência e tecnologia. O primeiro grande impulso é a posse, dia 16, do professor de engenharia elétrica Renato de Aquino Faria Nunes como reitor da Universidade Federal de Itajubá (Unifei). Ele é o autor do projeto Itajubá-Tecnópolis. A idéia vai passar a ser prioritária na universidade, promete.
O segundo passo para a viabilização da Tecnópolis em Itajubá, a 423 quilômetros de Belo Horizonte, no Sul do Estado, será dado no início de 2005. Segundo Renato de Aquino, começa a primeira fase do Parque Científico e Tecnológico do Sul de Minas, que funcionará inicialmente dentro do campus, com o Centro de Excelência em Recursos Naturais e de Energia (Cerne). O espaço servirá para Cemig e Unifei realizarem pesquisas conjuntas.
A partir de janeiro, está prevista a construção de prédio próprio para as incubadoras e que também funcionará como um condomínio empresarial. O empreendimento mais ousado do projeto, porém, ainda não tem data definida, a construção da segunda fase do parque científico e tecnológico, ao lado da universidade, explica.
A proposta é que a nova área tenha hotel e centros de convenções e pesquisas. Segundo o professor, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) liberou recursos para a o anteprojeto do parque. Estimamos que, de 10 a 20 anos, o projeto chegará à sua total maturidade, quando irá nascer um novo bairro, batizado de Itajubá, a nova, que concentrará população de 15 mil pessoas, vivendo e trabalhando dentro do parque.
O idealizador da Tecnópolis espera conseguir os recursos para o parque junto ao município, Estado e União. A intenção é que as receitas privilegiem também uma ação conjunta regional, envolvendo a rota tecnológica 459, alusão à BR-459. A rodovia liga Poços de Caldas, Pouso Alegre, Santa Rita do Sapucaí e Itajubá, no Sul de Minas, a Lorena (Vale do Paraíba), em São Paulo.
A semente do projeto da Itajubá-Tecnópolis foi plantada em 1994, quando uma lei instituiu o Sistema Municipal de Ciência e Tecnologia. Na época, o município foi o primeiro do Estado a dispor de instrumentos legais incentivadores de investimento em ciência e tecnologia.
Em 1997, depois de mais de 3 mil horas de trabalho e discussões, o poder público e as comunidades empresarial, científica e tecnológica, enfim, chegaram ao conceito da Itajubá-Tecnópolis, cujo passo decisivo foi o reconhecimento de que o projeto se tornaria, então, a mola-mestra do desenvolvimento local. O poder público, que era parceiro da iniciativa, adotou um plano diretor com as diretrizes do projeto.
De acordo com o secretário municipal de Ciência, Tecnologia, Indústria e Comércio, Silem de Tarso Tavares Monteiro, a prefeitura, desde então, vem fazendo a parte dela. Entre as ações que impulsionaram a idéia, ele destaca a oferta de infra-estrutura para as indústrias, revitalização do comércio e implantação de computadores nas escolas municipais. Esperamos que a próxima administração tenha esta visão de desenvolvimento, disse.
Frederico Rocha CCFB-MG