Sem perspectiva das obras de Angra 3 serem retomadas, a Areva, gigante francês que forneceu os equipamentos para a usina nuclear, começa a atacar outro mercado no Brasil: o de energia alternativa e politicamente correta. A Areva está montando nas cidades de Inácio Martins e Imbituva, interior do Paraná, duas usinas de geração de eletricidade a partir da queima de biomassa. O combustível a ser utilizado nas usinas será serragem e resíduos de madeira proveniente da indústria madeireira na região. São as primeiras usinas movidas a biomassa construídas pela Areva no País. O valor do contrato, que teve intermediação da empresa alemã Münchmeyer Petersen, é de 16,6 milhões. As usinas gerarão 11,2 MW cada uma e foram encomendadas à Areva pela Winimport S/A, empresa paranaense do ramo de importação e exportação. A Winimport também está estreando no setor de geração e venda de energia alternativa. "Queríamos partir para um negócio novo, que não estivesse tão sujeito a oscilações, como variações cambiais", explica Mário Cassemiro Pupulin, presidente da Winimport.
Fonte: O Estado de S. Paulo (www.estado.com.br)