Almoço da CCFB PR

Almoço da CCFB que contou com a presença do Prefeito de Curitiba, Beto Richa.
 
Richa fala sobre a crise política e alerta para o risco de recessão
Publicada em: 01/09/2005
O prefeito Beto Richa afirmou nesta quinta-feira (01), em palestra proferida na Câmara Comercial França-Brasil, que a economia brasileira, com sucessivos recordes na balança comercial e inflação controlada, tem sido base segura para sustentar o governo federal, nesta crise política. Mas fez um alerta, lembrando que, em agosto, a deflação que já vinha sendo registrada nos preços no atacado atingiu os preços ao consumidor, com queda de 0,32%, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas.
"Tecnicamente, caso isto se repita em setembro e outubro, o Brasil corre o risco de entrar em recessão generalizada no último trimestre do ano", afirmou Richa, no encontro, realizado no Hotel Bourbon. A convite da Câmara de Comércio França-Brasil, Beto Richa falou sobre "A credibilidade do administrador público em tempo de crise política", para uma platéia formada por empresários, dirigentes de entidades do setor produtivo e associados da entidade.
O prefeito fez uma breve análise da situação atual no país. Segundo ele, apesar da divulgação de crescimento de 1,4% no PIB no segundo trimestre, os últimos indicadores de produção e consumo demonstram que o crescimento está em desaceleração.
"A deflação no varejo, caso persistente, é o aviso de que as pessoas estão efetivamente adquirindo menores quantidades de bens e serviços. O nome disto é, simplesmente, recessão", disse Beto Richa.

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O presidente da Câmara de Comércio Brasil-França, Marcelo Iwersen, concordou com o prefeito. "A situação é preocupante. A economia brasileira tem ainda sinais positivos, mas não se sabe até quando e para os negócios internacionais, o importante é avaliar não só presente, mas também a segurança do futuro", afirmou ele.
A necessidade de se obter superávit nas contas públicas, lembrou o prefeito, restringe os investimentos da União em infra-estrutura. "A combinação desses fatores econômicos criou uma camisa de força da qual o governo federal não consegue sair, o que seria vital para poder cumprir com as promessas feitas na campanha eleitoral de 2002, como a geração de 10 milhões de empregos", afirmou Richa.

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E O cumprimento dos compromissos assumidos com a população é, justamente, segundo o prefeito Beto Richa, o fator fundamental para a credibilidade do administrador público. "Temos que admitir que é difícil lidar com a descrença que tomou conta dos brasileiros. É preciso começar a separar os bons dos maus, os bem-intencionados dos mal-intencionados. Longe de Brasília, o administrador público tem outro caminho para se diferenciar da crise", afirmou o prefeito.
Segundo ele, a diferença começa com as convicções democráticas, éticas e morais de cada um e que contam muito, ainda, a postura e a disposição do administrador público.
"Como prefeito de Curitiba, tenho procurado cumprir os compromissos assumidos com a cidade na campanha eleitoral do ano passado", disse Richa. Ele citou as medidas no transporte coletivo, a sinalização dos radares, contratação de 174 médicos e de mais de mil profissionais da educação e a instalação da regional da CIC.
"Nesta semana, lançamos as primeiras licitações internacionais para obras estratégicas no sistema viário de Curitiba. Também estamos preparando a primeira licitação da história do transporte coletivo da nossa cidade", afirmou.
Beto Richa declarou ter convicção de estar cumprindo bem a sua missão, sobretudo na realização dos compromissos que assumidos com a população.
"Pessoalmente, acredito que é assim que podemos conquistar e manter a credibilidade como administrador público, principalmente nos momentos mais tormentosos da política nacional, como esse que o Brasil vive atualmente. Acredito que o cidadão sabe identificar as diferenças no comportamento dos políticos e sabe reconhecer quem age com transparência, honestidade e respeito à ética", declarou.
Participaram do encontro o secretário estadual de Indústria, Comércio e Negócios do Mercosul, Virgílio Moreira Filho; o coordenador geral do Centro Internacional de Negócios do Paraná, Henrique Santo; e o superintendente do Isae/FGV, Norman de Paula Arruda.

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