Ramona Ordoñez - O Globo
RIO - O aumento das tarifas de energia da Light, que terão reajuste no dia
seis de novembro, deveria pelo menos cobrir a inflação do período. Pelo menos
este é o desejo do presidente da distribuidora de energia, Jean Pierre Bell,
lembrando, no entanto, que, ano passado, a Agência Nacional de Energia
Elétrica (Aneel) autorizou um aumento de apenas 4%, com uma inflação superior
a 9%.
Hoje a perspectiva é de 11% ou 12% de inflação e o reajuste pode ser acima
desse valor, mas é difícil de falar algo porque quem decide é o órgão
regulador (Aneel) - afirmou Jean Pierre Bell ao informar que o processo de
discussão sobre o reajuste das tarifas de energia da Light começou há duas
semanas.
O executivo, que participou de palestra do secretário Executivo do Ministério
de Minas e Energia, Maurício Tolmasquim, na Câmara de Comércio França-Brasil,
disse preferir não comentar sobre o assunto para não atrapalhar o processo de
reajuste tarifário da companhia, porque no ano passado o processo foi
complicado e a empresa acabou recebendo um índice bem inferior ao da inflação
no período, segundo ele.