Almoço com Bruno Serra, diretor de política monetária do Banco Central do Brasil foi realmente excelente.

CCIFB – Câmara de Comércio Internacional Brasil-França, a mais antiga Câmara de Comércio Internacional no Brasil, recebeu para um almoço-conferência o economista Bruno Serra, diretor de política monetária do Bacen.

Bruno Serra fez uma excelente conferência (cujos slides estão disponíveis no site do Bacen) onde ressaltou a desaceleração do cenário global e suas implicações sobre a liquidez internacional e sobre as taxas de juros reais mundiais que deverão continuar negativas por algum tempo. Ainda que reflita uma desaceleração da atividade e do comércio mundial, favorece os países emergentes como o Brasil do ponto de vista de liquidez e de ausência de pressões cambiais.

Quanto ao cenário doméstico, Bruno Serra reconhece as sucessivas revisões para baixo feitas pelo mercado tanto do ponto de vista da atividade como da inflação e dos juros. Bruno Serra não afirma explicitamente mas sugere pelos dados que expõe que o balanço de riscos é bastante favorável a um ciclo de afrouxamento monetário adicional.

Fez comentários sugerindo que a agenda do spread bancário e da competição bancária continuará firme com reflexos positivos sobre o custo do capital no país. Se mostrou bastante otimista com o desenvolvimento do mercado de capitais com a menor presença dos bancos públicos e do crédito direcionado.

Quanto às moedas digitais, disse o Bacen segue muito antenado no tema participando ativamente das reflexões conduzidas pelo BIS na Basileia. Depreende-se de sua fala que os bancos centrais no mundo todo se engajarão no desenvolvimento de suas próprias moedas digitais.

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