As novas estratégias de educação corporativa

O sistema de grade curricular de aprendizado – com as diferentes disciplinas isoladas como ilhas – nasceu praticamente com a chegada dos europeus ao Brasil. A metodologia foi trazida pelos jesuítas para catequizar os povos indígenas. Conhecido como modelo reprodutivista, a prática hoje é considerada antiquada para formar os novos cidadãos e profissionais do século 21.

A informação é de Ana Paula Arbache, PhD em Educação e professora da FGV, que foi a convidada, no dia 19 de agosto, da reunião da Comissão de Educação Superior Executiva da Câmara de Comércio Internacional França-Brasil de São Paulo (CCIFB-SP). Segundo a especialista, o modelo ideal hoje de aprendizado é pelo processo sistêmico. “Essa prática gera sinapses para a inovação”, diz. “Sem ela, somente a leitura de alto nível pode propiciar algo parecido”, complementa.

O processo sistêmico é capaz de acelerar e tornar mais eficiente o aprendizado, uma vez que é colaborativo e dialógico. A metodologia é ideal também para propiciar o engajamento das gerações Y e Z, que pedem uma grande integração das práticas educativas ao universo digital, bem como um sentido de propósito para a formação.

Segundo Ana Paula, o maior desafio hoje é integrar no processo de aprendizado dois conceitos aparentemente antagônicos: customização e escalabilidade. As trilhas adaptativas de aprendizado são uma estratégia para vencer esse aparente paradoxo e, assim, oferecer uma educação sistêmica, personalizada e em larga escala.

Social learning, microlearning, mobile learning. Há uma profusão de novas ferramentas. Duas delas são especiais para a professora da FGV.  A união da Gamificação com o Big Data. Dessa maneira, as organizações são capazes de propiciar formações com alto nível de engajamento e, ao mesmo tempo, que conseguem aferir a sua real eficácia.

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