As vantagens dos leilões como oportunidades de negócios

O estoque de imóveis na carteira dos bancos brasileiros, sobretudo em razão da alienação fiduciária, alcança R$ 19 bilhões. A cifra elevada vem da prolongada crise econômica pela qual passa o Brasil. Por outro lado, esse volume de propriedades no setor financeiro abre uma nova oportunidade de negócios: a aquisição de bens por meio de leilões.

Paola Ladeira, sócia do escritório Chenut, e Roberto Reis, da Casa Reis de Leilões, foram os convidados da reunião conjunta entre as Comissões Imobiliária e Jurídica da Câmara de Comércio França-Brasil de São Paulo (CCIFB-SP) para discutir o assunto no dia 8 de maio. Segundo Paola, com o novo Código de Processo Civil (CPC), em vigor desde 2016, o mercado de leilões se tornou ainda mais atrativo.

A primeira vantagem é o preço. Em leilões judiciais, estipulou-se que se pode adquirir um bem até por 50% de seu valor de avaliação. A segunda é a segurança jurídica , uma vez que os bens vêm livre de ônus. A terceira é a avaliação técnica, que permite uma variação de valor menos sujeita às alterações de mercado.  A quarta foi o estabelecimento da quota parte dos coproprietários. Por fim, a quinta vantagem, bastante saudada com o novo CPC, é o fim dos embargos de arrematação e remissão de bem.

Reis se deteve em outra alteração trazida pelo CPC: a possibilidade de pagamento parcelado dos bens adquiridos. Segundo ele, 15% dos imóveis adquiridos em leilões no seu estabelecimento em 2018 foram por esse modelo. Uma tendência em alta, já que, em 2019, um terço das propriedades foram arrematadas com pagamentos em parcelas e transferência de propriedade por meio de hipoteca jurídica.

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