Capital humano é fundamental nos processos de fusões e aquisições

O Brasil bateu o recorde em fusões e aquisições em 2019. Segundo levantamento da KPMG, foram 1.231 transações realizadas, um crescimento de 27,1% sobre o exercício anterior. Foi o terceiro ano seguido de recorde no País. Todavia, cerca de 70% desses tipos de negócios costumam falhar. E o principal motivo é a falta de atenção ao capital humano.

A informação é de Laura Rosso, sócia da empresa We Place, que foi a convidada da Comissão Mundo do Trabalho da Câmara de Comércio França-Brasil de São Paulo (CCIFB-SP) em reunião realizada no dia 13 de fevereiro de 2020. O último encontro do grupo tratou da reforma trabalhista.

Segundo Laura, os processos de Due Dilligence – que avaliam as condições de uma empresa para venda – deveriam abranger dados sobre o capital humano. A especialista recomenda que, além do eventual passivo trabalhista, se examinem os processos de avaliação de pessoas, de promoções e de remuneração.

A consultora recomenda que tanto a cultura empresarial (liderança) quanto a cultura organizacional (equipes e talentos-chave) sejam avaliadas. Segundo Laura, os conceitos a serem considerados são coesão e coerência (políticas e processos), foco no crescimento (dos negócios e das pessoas), mudanças pelos exemplos (incentivos) e promoção das decisões corretas. Assim, o capital humano será devidamente considerado nas fusões e aquisições.

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