Cinco passos para o Social Maker Experience

A empresa de bebidas Ambev sabe que o seu grande atributo é a capacidade de gestão, reconhecida em todo o mundo. A organização, então, decidiu transformar essa habilidade em um causa. Assim, criou um programa de voluntariado para que suas lideranças levassem os seus conhecimentos de administração para Organizações Não Governamentais (ONGs). A iniciativa deu tão certo que 200 ONGs atualmente são atendidas. Esse projeto é um claro exemplo do que significa o conceito de Social Maker Experience.

 

A informação foi compartilhada pelo consultor Marcelo Alonso em reunião da Comissão Mundo do Trabalho da Câmara de Comércio Internacional França-Brasil de São Paulo (CCIFB-SP) realizada no dia 13 de novembro de 2020. O último encontro do grupo foi no dia 20 de outubro sobre intraempreendedorismo.

 

Segundo Alonso, por meio do Social Maker Experience, as empresas podem planejar suas jornadas sustentáveis. Para isso, existem cinco passos essenciais:

 

– Encontrar as novas lideranças informais nas organizações;

– Construir o propósito da organização;

– Ressignificar o papel do CEO;

– Transformar-se em uma “empresa sentimental”;

– Estabelecer o roadmap de sustentabilidade.

 

As novas lideranças informais nas organizações são aqueles funcionários que, apesar de não ter um cargo de chefia, são naturais mobilizadores de pessoas em torno de causas. São elas que vão ajudar a construir o propósito da organização. Nas palavras de Alonso, deve ser uma meta que transforme a segunda-feira em um dia atrativo para os trabalhadores.

 

Com o estabelecimento das novas lideranças e de um propósito, a figura do CEO passa a ter um papel fundamental: a de um “Chief Influencer Officer”. Pois, será essa pessoa que deverá conectar os interesses da empresa às virtudes das tarefas necessárias para atender essas demandas. Em outras palavras, terá o desafio de transformar tarefas em causas.

 

Na visão de Alonso, a pandemia de Covid-19, entre outras agilizações, acelerou a transição da sociedade industrial para a sociedade do conhecimento. Se, na primeira, a empresa era entendida como máquina e seus funcionários como engrenagens; na segunda, a organização é compreendida como um organismo e seus empregados como pessoas. Isso é o que se chama de uma “empresa sentimental”, pois considera a emoção de seus integrantes. Com isso, a corporação estará pronta para estabelecer o seu roadmap de sustentabilidade, a última etapa dos cinco passos para o Social Maker Experience.

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