Cinco pontos da agenda de preservação e desenvolvimento da Amazônia, segundo o ministro do Meio Ambiente

De acordo com Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, há um importante alinhamento de visões entre o Brasil e a França sobre ações relevantes em prol da sustentabilidade que devem ser desenvolvidas. Segundo ele, existe hoje a possibilidade de uma cooperação bilateral ainda maior para os próximos anos.

 

A prova disso, segundo Salles, é o avanço nas parcerias com a iniciativa privada e o plano de prioridades ambientais que envolve o saneamento básico, a gestão dos resíduos sólidos, a qualidade do ar, o combate ao lixo nos mares, o aumento das áreas verdes no perímetro urbano e a reabilitação de áreas contaminadas. O ministro participou de live exclusiva para os associados da Câmara de Comércio França-Brasil (CCIFB-SP).

 

Sobre os desafios e oportunidades de preservação e desenvolvimento da Amazônia, Salles ressaltou a importância de entender a dimensão da região que conta com 23 milhões de habitantes e um território do tamanho da Europa Ocidental. Segundo ele, se não houver ações de geração de renda e emprego para essa população, a pressão por atividades ilegais só vai aumentar. A agenda de preservação e desenvolvimento do governo prevê cinco pontos.

 

O primeiro ponto é a regularização fundiária. Segundo Salles, cerca de 50% do território da Amazônia hoje já é formado por áreas de preservação e terras indígenas. Para as outras áreas, disse ele, a regularização é essencial para estabelecer a segurança jurídica. O segundo ponto é o zoneamento econômico e ecológico que permite a escolha das áreas que podem ser exploradas. O terceiro ponto da agenda enfatizado pelo ministro é o pagamento por serviços ambientais, como o programa Floresta +.

 

O quarto ponto é a Bioeconomia. Segundo Salles, é essencial incentivar as empresas a investirem na Amazônia para gerar emprego e oportunidades. Para ele, o Brasil não pode mais ter uma visão ideológica e avessa ao setor privado. O ministro reforçou que o avanço dessa agenda exige ações práticas e deu como exemplo o projeto Adote um Parque que reúne 132 unidades de parques que representam 15% do bioma da Amazônia para pessoas jurídicas brasileiras e estrangeiras. Salles enfatizou que é preciso sair dos discursos, das cartas e dos relatórios de sustentabilidade para ações tangíveis.

 

O quinto ponto da agenda federal envolve, segundo o ministro, a fiscalização e o controle das áreas. De acordo com Salles, o governo do presidente Jair Bolsonaro recebeu os órgãos ambientais Ibama e ICMbio com 50% de déficit de profissionais, além da ausência de planejamento. Segundo ele, também  é necessário aumentar os investimentos em tecnologia.

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