Com manutenção do teto de gastos, crescimento virá em 2021, afirma Eduardo Guardia

O principal motor para a retomada do crescimento em 2021, será a manutenção do teto dos gastos, disse Eduardo Guardia, ex-ministro da Fazenda e CEO do BTG Pactual, durante live realizada no dia 11 de novembro, pela Câmara de Comércio França-Brasil (CCIFB-SP). Segundo ele, o fiscal é a questão central e o compromisso é essencial para afastar as incertezas jurídicas e atrair investimentos privados.

 

Outros dois movimentos externos sinalizados como positivos pelo economista envolvem a eleição de Joe Biden nos EUA e uma possível segunda onda da COVID-19 com menor impacto. Não à toa, Guardia ressaltou estar otimista e acredita que o País tem um cenário promissor pela frente. Sinalizou também que não vê um ambiente propício para o avanço de grandes reformas. Um exemplo citado por Guardia foi a questão da privatização da Eletrobrás. Segundo ele, a questão vai se tornar um gargalo se não for feita as mudanças pelo setor privado.

 

O CEO do BTG Pactual também não vê um ambiente propício para o avanço da reforma administrativa. Segundo ele, é possível que seja aprovada em 2021 a PEC emergencial. O especialista também destacou as oportunidades de investimento em setores relevantes da economia como, por exemplo, o de energia e o de saneamento básico que contam com regulamentação.

 

Sobre os conflitos que envolvem a Amazônia, Guardia enfatizou não ser um especialista na área, mas disse acreditar que há mais ruídos do que fatos. Afirmou, ainda, não acreditar que no curto prazo o País possa sofrer algum tipo de sanção comercial. De acordo com o economista, a sustentabilidade e o avanço do digital se tornaram ainda mais relevantes diante dos desafios da pandemia.

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