Como reduzir os custos com planos de saúde

O Brasil conta com aproximadamente 40 milhões de pessoas atendidas por planos de saúde privados. Desses, 31 milhões são por conta de planos empresariais. Nos últimos 10 anos, as empresas que oferecem assistência vêm reajustando seus preços em torno de 15% anualmente, além da obtenção de reajustes técnicos em razão da ultrapassagem de 70% das metas de custo nos contratos. O encarecimento da assistência médica é uma constante.

As informações são de Paulo Ramos, da Monte Cristo Consultoria, que foi o convidado da última reunião da Comissão Mundo do Trabalho, da Câmara de Comércio Internacional França-Brasil de São Paulo (CCIFB-SP), realizada no dia 26 de agosto. O especialista explicou que essa cláusula de 70% de custos acordados não consegue ser cumprida nem mesmo pelas 5 mil empresas que oferecem seguros de saúde no Brasil. Ou seja, é um item que penaliza de antemão as empresas contratantes.

Segundo Ramos, os levantamentos da sua consultoria demonstram que 10% dos colaboradores de uma empresa costumam responder por 86% dos custos de saúde do plano. De maneira geral, as principais doenças apresentadas são relacionadas a ortopedia (35%), obesidade (26%) e saúde mental (25%). Focar nessa população com problemas crônicos e nesses males pode ser a solução para as empresas conseguirem reduzir seus custos com assistência médica.

O primeiro passo é fazer um diagnóstico da organização. Um check-up para verificar os principais problemas. Um ponto importante é apostar na saúde preventiva, por meio de ginástica laboral, de massoterapia, de caminhadas e de cuidados com a nutrição. Outro é usar de atendimentos online, como nos casos psicológicos.

Ramos avisa que as empresas devem ter o cuidado de entregar a gestão dos seus planos a administradores que sejam remunerados pela queda dos sinistros e não pelo volume contratado. Assim, a diminuição de custos passa a ser um objetivo estratégico do fornecedor. Além disso, é importante contar com auditorias médicas, de maneira a evitar fraudes e interpretações errôneas. Em média, 20% dos procedimentos costumam ser glosados, uma grande economia de recursos.

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