Como fazer negócios no mercado chinês

“Desenvolver um relacionamento é a estratégia mais importante para fazer negócios com os chineses”, revela advogado da L.O. Baptista.

Maior parceiro comercial do Brasil, a China está em constante desenvolvimento e tem investido cada vez mais no mercado brasileiro. A enorme potência em que o país asiático se tornou tem despertado interesse em muitos empresários de estabelecer relações comerciais com os chineses. Mas, por se tratar de uma cultura muito diferente da nossa, há muitas dúvidas sobre qual o melhor caminho para realizar transações de sucesso com os orientais.

“Conhecer a cultura deles é fundamental na fase de internacionalização”, afirma Luiz Eduardo Vidal Rodrigues, da L.O Advogados, que mora há dois anos na China e faz mestrado em Direito Chinês pela Tsinghua University. “O mercado chinês não é tão óbvio, tem suas peculiaridades, e desenvolver um relacionamento é muito melhor do que ter um contrato amarrado”, reforça. Para construir uma relação duradora com o estrangeiro, eles acreditam que é preciso de um tempo maior para conhecer melhor o parceiro comercial.

Mas para muitos empresários brasileiros, esse tempo é visto como longo demais e além disso, a lealdade dos chineses é tida como uma dificuldade para bater o martelo. Em contrapartida, os asiáticos reclamam do imediatismo do brasileiro em querer assinar os contratos. Quando o estrangeiro consegue contornar essas diferenças e conquistar os asiáticos, as chances de insucesso são muito menores, segundo Rodrigues.

Atualmente, a China investe bastante em infraestrutura no Brasil, como na geração e transmissão de energia e há indícios de que vai expandir a atuação para logística, projetos de saneamento básico e fornecimento de água.  Além disso, nosso país é uma fonte muito importante de segurança alimentícia e para manter os insumos de minérios e commodities. Por outro lado, nós dependemos de tecnologia e investimentos estrangeiros. Recentemente, a Didi Chuxing, empresa chinesa dona da maior plataforma de transporte do mundo comprou a startup brasileira 99, de mobilidade urbana, por R$ 960 milhões.

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