Mobile or die: como os dados transformam as empresas

A Netflix conta com 140 milhões de assinantes em todo o mundo. Para atender a esse diferentes usuários, a companhia norte-americana disponibiliza 33 milhões de alternativas de programação, cada uma baseada em um tipo específico de comportamento do espectador. Como isso é possível? A empresa se utiliza do Data Driven Mobile Experience.

João Carvalho, CEO das agências Hands e Morse, e Amauri Zerillo Jr., Advisor de Inovação e Digital, foram os convidados da comissão de Comunicação e Marketing da Câmara de Comércio França-Brasil de São Paulo (CCIFB-SP) para discutir o assunto no dia 17 de abril. Segundo Carvalho, o Data Driven Mobile Experience permite que as marcas se tornem verdadeiros concierges de seus clientes.

O CEO da Hands tratou basicamente da economia dos algoritmos, fórmulas de computador que transformam os dados digitais em decisão. Hoje, 25% das decisões de compras de comida por parte de aplicativos de alimentação, como o IFood, são tomadas pela Inteligência Artificial e não pelo usuário. Nos aplicativos de música, como o Spotify, o índice sobe para 40%. Nos de navegação, como o Waze, chegam a 99%.

Pode-se perceber, portanto, o poder do uso correto dos dados. Todavia, segundo os especialistas, as marcas tradicionais usam em média apenas 10% dos dados disponíveis para atender seus mercados. Com as metodologias e ferramentas corretas, as organizações podem usar essas informações para promover a transformação digital de seus negócios.

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