Mulheres correspondem a 33,6% de empreendedores no país

No Dia Internacional do Empreendedorismo Feminino, Conselheiras da CCIFB-RJ destacam suas mensagens sobre desafios e oportunidades para o avanço de empreendedoras 

Neste 19 de novembro é comemorado o Dia Internacional do Empreendedorismo Feminino, uma iniciativa das Nações Unidas em parceria com diversas instituições globais de incentivo às mulheres que criam e comandam seus próprios negócios. 

 Apesar de avanços, ainda é desigual a liderança de mulheres no empreendedorismo e mercado de trabalho. De acordo com o último levantamento do SEBRAE, mulheres correspondem a 33,6% dos empreendedores do país. Dentro das startups brasileiras, relatório da Female Founders mostrou que apenas 4,7% são fundadas exclusivamente por mulheres, e 5,1% têm empreendedoras entre seus fundadores.

Na CCI França-Brasil, contamos com o apoio de parceiros, como a ONU Mulheres, membros da rede de associados e apoiadores para promover uma agenda ampla de diversidade e inclusão nas empresas, que passa pelo engajamento nos Princípios de Empoderamento das Mulheres (WEPS). Esta mobilização considera a equidade de gênero como um objetivo catalisador da diversidade e inclusão interseccional, inovação, governança e sustentabilidade. 

Diante desse panorama, perguntamos a empreendedoras que são membros do Conselho da Câmara de Comércio França-Brasil do Rio de Janeiro, qual mensagem elas gostariam de destacar para marcar esta data.

Confira os depoimentos de Ana Paula Tavares, Diretora Executiva de Estratégias Digitais e fundadora da Aporama Inovação Digital, e Mélanie Montinard, empreendedora social e cofundadora da Mawon. 

 

 

 

Mélanie Montinard:

“Como mulher empreendedora, minha principal mensagem é ter força e coragem, pois somos atores de transformação, sim. Apesar do Brasil estar em sétimo lugar no ranking de proporção de mulheres à frente de empreendimentos iniciais (menos de 42 meses de existência), é preciso tenacidade para se estabelecer e impor seu lugar num mundo ainda muito masculino e com preconceitos. Como lideranças femininas, temos ainda grande potencial transformador dentro das empresas, oxigenando o mercado, diversificando os pontos de vista na tomada de decisões e dando mais visibilidade para questões de gênero no cotidiano de colegas de equipe ou mesmo na relação cliente/prestador de serviço.”

 

 

 

 

Ana Paula Tavares:

“Ser mulher empreendedora significa superar barreiras, preconceitos e construir a sua própria história sem perder o foco, a coragem e a determinação. Mulheres têm se mostrado cada vez mais engajadas na igualdade de gênero e determinadas a serem lideranças femininas no mercado. Batalhadoras, estudiosas, competitivas. Mulheres que além de empreendedoras são esposas, mães dedicadas, amigas, conselheiras. 

Hoje, minha principal mensagem é: o lugar da mulher é onde ela quiser! O caminho é longo mas juntas fortalecemos o movimento de empoderamento. Certa vez uma colega disse que a melhor forma de superar as barreiras e promover o empreendedorismo feminino é oferecer oportunidades de representatividade, influência e apoio junto a outras mulheres. É exaltar as conquistas femininas, é ser suporte e acreditar em seu potencial. Juntas somos mais fortes. Juntas fortalecemos a esperança de uma sociedade mais equânime e justa.”

 

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