Quer transformar o seu negócio? Mire-se nos Millennials!

O Brasil é líder mundial no uso de redes sociais na internet. Em todas as gerações: Baby Boomers, Geração X, Y e Z. Nas duas últimas faixas, 80% são classificados como “hard users.” Não é à toa que tantas empresas brasileiras estão procurando a chamada Transformação Digital, ou seja, adaptar o negócio para o ambiente online. Afinal, quem não fizer isso estará praticamente invisível no mercado.

As informações são de estudo Unveilling The Habits of Y Generation in Brazil, elaborado pelo banco Itaú BBA, compartilhado por Sandra Boccia, diretora de redação da revista PEGN. Ela foi a convidada da última reunião da Comissão de Comunicação e Marketing da Câmara de Comércio Internacional França-Brasil de São Paulo (CCIFB-SP) realizada no dia 21 de agosto.

Segundo Sandra, as empresas podem cair em soluções fáceis para a Transformação Digital, tais como substituir profissionais veteranos por nativos digitais ou criar aceleradoras de startups próprias na tentativa de emular inovações de terceiros. Para a jornalista, a melhor alternativa é plugar os experientes e os jovens em uma comunidade que incentive a atitude empreendedora.

As pessoas nascidas entre 1980 e 2000 são especialmente importantes nesse processo. Denominados Millennials, hoje compõem 30% da população brasileira e representam 50% da força de trabalho. Até 2029, vão representar 70% dos profissionais. Ou seja, qualquer negócio terá clientes, colaboradores e fornecedores dessa Geração Y.

Os Millennials são pessoas com um grande compromisso com a própria felicidade. Para essa geração, o sucesso está ligado ao prazer imediato e não adiado. Têm um enorme senso de urgência e procuram propósito naquilo que fazem. As empresas têm um grande desafio para tentar atrair e encantar esses profissionais.

Sandra acredita que o primeiro passo para os negócios se adaptarem à mentalidade dos Millennials é a capacidade de escuta atenta da liderança. Para ela, a Transformação Digital passa mais por uma mudança comportamental do que tecnológica. O grande conselho é que nenhuma deve ficar como expectadora dessa mudança. Em outras palavras, deve ocupar todos os espaços e práticas digitais que estão sendo desenvolvidas.

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