Racionamento de energia deve estar no radar

O armazenamento de água nos reservatórios de hidrelétricas do Sudoeste e Centro-Oeste, que respondem por mais da metade da capacidade de geração do País, é o menor para essa época desde 2015 e bem próximo do registrado em 2001, quando o Brasil passou por um racionamento de energia. De acordo com Octávio de Barros, vice-presidente da Câmara de Comércio França-Brasil (CCIFB-SP) e fundador da OMRBARROS Consultoria, esse é um cenário importante para estar no radar.

 

Barros e os economistas Gustavo Arruda, do BNP Paribas, e Vladimir do Vale, do Crédit Agricole, realizaram live do Observatório Econômico, no dia 20 de maio. Para Barros, as perspectivas econômicas para os próximos meses estão melhorando, por conta do avanço da vacinação. Destacou, ainda, que medidas econômicas que estão sendo realizadas desde 2016 como, por exemplo, Lei de Falências, Marco Regulatório do Gás, concessões de aeroportos e estradas, formam um incremento econômico. Segundo Barros, uma das maiores incertezas hoje é o fiscal.

 

De acordo com Arruda, também há um forte otimismo em relação ao crescimento econômico global nos próximos dois anos, principalmente devido às políticas monetária e fiscal realizadas nos Estados Unidos com maior força e na Europa. Para ele, esse avanço robusto e contínuo está relacionado às políticas públicas e econômicas dos países. A estimativa de crescimento para o Brasil no próximo ano gira em torno dos 4,5%, por conta do desenvolvimento global.

 

Para o economista Vladimir do Vale, é importante destacar que o mercado nacional não está em uma situação totalmente confortável, mas há uma grande expectativa de que não haverá nenhuma mudança brusca que acarrete grandes impactos. Segundo ele, uma terceira onda da COVID-19, por exemplo, poderia mudar totalmente esse cenário. Vladimir também sinalizou que uma das questões globais diz respeito até onde vai a expansão econômica, depois do choque gerado por uma pandemia sem precedentes.

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