Radiografia do mercado do Luxo pós-crise

O Grupo de Luxo LVMH acaba de anunciar ao mercado queda de até 20% no faturamento em razão das ações realizadas ao redor do mundo por conta do COVID-19. A Hering anunciou recuo de 14%. O luxo acessível foi o que teve um maior impacto com queda registrada de 92%, o chamado fast fashion cerca de 45% e, na contramão dos dados, o luxo absoluto – que inclui carros e joias, registrou crescimento de 2%. Os números foram apresentados pelo especialista Paulo Roberto Chiele, autor do livro Luxury Branding, que ressaltou a atualização de dados feito pelo Global Luxury Experts Network (GLEN).

Chiele participou do segundo webinar da comissão do Luxo da Câmara de Comércio França-Brasil (CCIFB-SP), realizado no dia 17 de abril. O primeiro encontro, que debateu as apostas do segmento no pós-crise, pode ser lido aqui. Segundo ele, as grandes marcas têm investido em Brand Equity por meio de ações de solidariedade, no poder de influenciadores nas redes sociais e no digital. O especialista ressaltou que o momento é de reforçar os valores da marca, os diferenciais competitivos do produto e a inteligência emocional.

Entre as principais mudanças de comportamento destacadas tanto dos consumidores quanto das marcas foram: a compra frequente foi substituída pela compra esporádica, a customização deu lugar para a personalização, redução efetiva da quantidade de coleções desenvolvidas e a aposta ainda maior na bandeira da sustentabilidade. Chiele mostrou a “Carta para o mundo da moda”, escrita por Giorgio Armani em que ressalta: “não quero mais trabalhar assim, precisamos desacelerar e acabar com o desperdício”. Leia o conteúdo completo aqui.

Sobre os novos caminhos pós-crise que as marcas já estão pensando e algumas já colocando em prática, Chiele sinalizou: solidariedade é luxo de valor, de mercenários para verdadeiros missionários, a experiência de volta para a posse, do viajante global para o comprador local, empresas resilientes e transformadoras, alta presença online e digital.

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