“Sala de aula invertida”: saiba mais sobre este método no ensino de adultos

Os avanços da tecnologia impactam a sociedade em vários aspectos e não seria diferente na educação. O modelo tradicional de ensino, em que o professor expõe o conteúdo à frente dos alunos, que ficam enfileirados escutando, “não dá mais conta do recado”, segundo o professor da FGV e gerente de projetos Farhad Abdollahyan, que fez uma palestra na estreia da Comissão de Educação Superior e Executiva da CCIFB.

Abdollahyan relatou aos participantes que as transformações ocorrem em uma curva exponencial e não em linha reta. Disse que cabe às instituições de ensino se adaptarem a esse novo cenário e à nova geração de alunos altamente conectados. Um método usado pelo professor em suas aulas é o invertido, no qual ele fornece o conteúdo com antecedência aos alunos, por meio de vídeo-aulas, e reserva o espaço do encontro presencial para discussões, perguntas e aplicações práticas dos conceitos pelos alunos, em grupos.

“Nesse modelo, há uma mudança no papel do professor, porque ele entende como cada aluno aprende e pode dar uma atenção mais individualizada ao estudante, que adquire o conhecimento no seu próprio ritmo, com mais recursos argumentativos para participar dos debates em sala de aula”, explica Abdollahyan.

Outro ponto importante destacado na palestra, que também contou com as falas dos coordenadores da Comissão, Christiano Moreno e Mathias Carvalho, foi da importância das universidades capacitarem os profissionais que vão lidar diretamente com este público. “Essas organizações precisam trabalhar com os talentos que já têm e com os que serão necessários”, alerta Moreno. “Para atingir esse objetivo, alguns caminhos são desenvolver os talentos internamente, fazer parcerias com outras instituições de ensino e contratar freelancers e trabalhadores temporários”, conclui.

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