Seis passos para garantir fusões e aquisições de sucesso

Segundo reportagem do site UOL, já foram realizadas, até julho de 2021, US$ 52,1 bilhões em operações de fusões e aquisições no Brasil, superando o valor de todo o ano passado, que foi de US$ 45,9 bilhões. Não há dúvidas de que o setor está aquecido e é essa a razão pela qual seguir os protocolos corretos pode fazer a diferença entre um bom ou mau negócio.

 

Essa é a opinião de Alberto Mori, sócio do escritório Gaia Silva Gaede, que foi convidado da reunião da Comissão Jurídica da Câmara de Comércio Internacional França-Brasil de São Paulo (CCIFB-SP) realizada no dia 5 de agosto de 2021. O último encontro do grupo debateu os efeitos legais da Pandemia de Covid-19 sobre as empresas.

 

Segundo Mori, seis passos devem ser seguidos à risca para garantir que os processos de fusões e aquisições tenham uma maior garantia de sucesso. O primeiro deles é identificar claramente os objetivos do negócio. Em segundo, não subestimar a etapa das conversas preliminares entre compradores e vendedores. Em terceiro, estabelecer uma robusta carta de intenções e um severo contrato de confidencialidade. Em quarto, inicia-se a parte mais trabalhosa: o Due Diligence. Em quinto, estrutura-se o contrato formal de compra. Por fim, o sexto deve assegurar que haja acertos de pós-fechamento e de integração entre as partes.

 

Para os investidores estrangeiros, Mori recomenda algumas atenções ao negociar aquisições no Brasil. Deve-se lembrar que poucas empresas são auditadas seriamente no País, uma vez que são raras as organizações no modelo de Sociedades Abertas. As inspeções governamentais são esporádicas, em razão de boa parte delas estar fora do radar costumeiro das autoridades. Desse modo, podem esconder passivos. Por fim, é importante levar em conta a série de órgãos e agências reguladoras que pode interferir no processo, como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

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