Três rupturas na gestão empresarial pós-moderna

A pandemia é um chamado para colaboração. É o momento de acabarmos com o líder solitário e entender que o inimigo da transformação é o mito do herói. As afirmações são de Poliana Abreu, diretora de conteúdo, marketing e parcerias da HSM e Singularity University Brazil, durante live da comissão de Educação Executiva da Câmara de Comércio França-Brasil (CCIFB-SP), realizada no dia 8 de junho. Segundo ela, o maior ato heroico hoje é construir um ambiente corporativo que não necessite de heróis e sim de profissionais colaborativos.

 

De acordo com Poliana, são três as rupturas que marcam a gestão empresarial pós-moderna. A primeira é a gestão autônoma. Para a especialista, dar mais autonomia aos colaboradores por meio de modelos compartilhados faz toda a diferença. O segundo é a integralidade, ou seja, não dá mais para separar a vida pessoal da vida profissional. Segundo Poliana, é preciso incentivar as pessoas a serem elas mesmas e a compartilhar experiências e aprendizados. O terceiro é o propósito evolutivo que significa entender a verdadeira causa do seu negócio ou do seu produto.

 

A especialista também destacou a transparência, a vulnerabilidade, a segurança psicológica e a humanidade como fatores chave para uma gestão pós-moderna. Poliana apresentou o case do Buffer, aplicativo de software para web e dispositivos móveis, projetado para gerenciar contas em redes sociais, que tem um modelo de gestão totalmente transparente, com software livre, divulgação de ações internas e salários. Os outros dois cases foram da marca de roupas Patagônia e do Whole Foods Market que divulgam e compartilham todas as informações do produto, desde a sua concepção, criação e entrega ao consumidor final. O último encontro da comissão debateu como implementar o Business Agility e pode ser lido aqui.

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