São Paulo Eventos
Conexão Eurocâmaras ESG | 2026 traz debate sobre como agenda ESG transforma empresas e sociedades no Brasil e na Europa

Encontro realizado no Unibes Cultural, em São Paulo, reuniu lideranças, especialistas e profissionais de diferentes setores
O Conexão Eurocâmaras ESG | 2026, realizado na última quinta-feira (10), reuniu especialistas, empresários e executivos de relevância no Brasil e na Europa para debaterem como a agenda ESG está levando à transformação de empresas e de sociedades.
A abertura foi conduzida por Rafael Segrera, vice-presidente de ESG da CCIFB-SP e presidente da Schneider Electric para a América do Sul, e Cyrille Bellier, líder da Comissão de Bioeconomia, Agronegócio & Sustentabilidade e diretor executivo da Rever Consulting e Utopies.
O destaque ficou para a participação de Francisco André, embaixador da União Europeia no Brasil, e Laudemir Müller, presidente da ApexBrasil.
Em sua fala, Francisco André destacou como o compromisso com o ESG não pode mais ser enxergado como fardo ou obstáculo, mas sim como parte integral das práticas de empresas que forem negociar com países da União Europeia, ressaltando a importância de pensarmos no futuro, incluindo a sustentabilidade como um dos nortes do recente acordo entre Mercosul e União Europeia. “A agenda do comércio não pode se dissociar da sustentabilidade. É responsabilidade de todos nós tirar o máximo desse acordo”, afirmou.
Já Laudemir Müller apresentou números positivos da relação comercial entre Brasil e Europa, destacando os desafios vencidos apesar da situação tarifária imposta pelos Estados Unidos. Ao comentar sobre como esse ambiente de prosperidade entre o continente europeu e a nação brasileira, o presidente da Apex salientou a importância de aportes feitos para diversificar as vendas do Brasil no exterior e também comentou como a sustentabilidade é um conceito importante para esse sucesso. “O acordo recente não só traciona o comércio, como abre novas frentes também", disse. “Há uma mudança no ambiente de negócios e isso está diretamente relacionado com o compromisso do mundo com as boas práticas de ESG.”
Em seguida, durante o painel Perspectivas e Diálogos do Setor Privado, moderado pela Dra. Claudia Bärmann Bernard, diretora executiva administrativa e jurídica da Câmara Brasil-Alemanha de São Paulo, os participantes falaram mais um pouco sobre o acordo entre os blocos econômicos europeu e sul-americano, citando exemplos de como as empresas têm apostado em tecnologia como um dos pilares da promoção do ESG. Flavio Maeda, diretor de Serviços Digitais para América Latina na Afry, reforçou a importância do investimento no setor. “É preciso desenvolver um sistema brasileiro específico para empresas de tecnologia", afirmou. Já Rodrigo Simonato, public affairs da Tereos, e Sheila Pieroni, vice-presidente de Tributos e Compliance da Robert Bosch, falaram sobre a expectativa após o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, processo que levou mais de duas décadas para ser completado.
Ainda de manhã, Robert Steinlechner, chefe de cooperação da Delegação da União Europeia no Brasil, falou sobre a importância do Global Gateway, uma estratégia específica da UE para investimento em infraestruturas sustentáveis no mundo até 2027. Para encerrar as atividades matutinas, o painel Inovação e ESG um Diferencial Europeu, moderado por Eva Pávon, gestora de Sustentabilidade da Acciona, estabeleceu comparações interessantes entre Brasil e Europa. Gabriela Lujan Brollo, lead consultant Innovation & Sustainability CoE da BIP Group, lembrou como a perspectiva de gerar receitas a partir de propostas regenerativas já é uma realidade, o que significa dizer que investir em ESG traz dividendos — e não somente gastos. Já Karolina Gutiez, gerente sênior de Comunicação, Relações Institucionais e Sustentabilidade da Schneider Electric para a América do Sul, comentou sobre a capacitação de profissionais no setor. "Capacitação de pessoas é gap no Brasil, tanto no nível técnico e operacional, como no de noções de gestão e de panorama digital", afirmou, sendo acompanhada por Raquel Montagnoli, head of Sustainability South America da CNH Industrial, que também compôs o painel
Almoço
O evento contou um almoço especial, concebido pelas chefs Cassia Cazita, coordenadora de gastronomia da ONG Dia da Terra, e Dani Lisboa. O menu foi pensado em consonância com o tema do evento: pratos que dialogaram com o conceito de transição climática e que valorizaram a sociobiodiversidade dos biomas brasileiros.
Painéis vespertinos
Após a pausa para almoço, Gregory Maître, CEO da Morfo, e José Borges, diretor de Estratégia e Inovação da Siemens, falaram sobre cases de restauração florestal e de emprego de tecnologia na região amazônica (Tech4Amazônia), respectivamente. Foram sucedidos por dois painéis simultâneos: Inovação em Soluções Baseadas na Natureza, na Sala Teatro, e Inovação em Cadeias Éticas e Transparentes, na Sala Auditório.
A primeira contou com moderação de André J. Rios, diretor Agri/Food da Business France, e teve participação de Ligia Camargo, diretora de Sustentabilidade da The HEINEKEN Company, Tisa Costa, head de Sustentabilidade da Danone Brasil, Guilherme Manechini, diretor executivo do BAS Convergence Hub, e Taciano Custódio, head de Sustentabilidade do Rabobank na América do Sul. O foco foi em soluções criativas de empresas para agenda ESG, com Ligia destacando como foi criado o ecossistema Heineken Spin, voltado para tecnologia; já Tisa Costa falou sobre como regenerar a cadeia produtiva significa resiliência, explicando medidas da Danone para contemplar toda a cadeia leiteira.
Já a segunda teve moderação de Bruno Vath Zarpellon, diretor executivo de Desenvolvimento de Negócios da Câmara Brasil-Alemanha de São Paulo, e participação de Rodolfo Viana, diretor da Fundação Eco+, BASF, Gisele Piola, Supply Chain Management da Siemens, Maria Augusta Bottino, diretora de Sustentabilidade da Alpargatas, e Ana Paula Alvarenga, Diretora de Compras da Robert Bosch.
Para encerrar o evento, houve mais uma apresentação de case (Seguros e Resiliência Climáticas), dessa vez por parte de Leticia Doherty, diretora técnica da CNP Seguros Holding Brasil. Na sequência, encerraram o evento os painéis Inovação em Descarbonização das Cadeias (Sala Teatro) e Inovação em Eletromobilidade (Sala Auditório).
No primeiro, a moderadora foi Marcela Miranda, coordenadora de ESG da SWEDCHAM, contando com as participações de Aletea Madacki, head de Sustentabilidade da Azul, Joyce Oliveira, gerente de Projetos de Sustentabilidade da Veolia, Giliane Coeurderoy, CEO do Banco Crédit Agricole CIB Brasil, e Isabela Mariano, head of Business Advisory da Arcadis. Foram relevantes os comentários de Aletea sobre as iniciativas da companhia aérea para como gerenciar combustível e como se valer de geradores elétricos para reduzir o impacto ambiental; e também os de Joyce, citando como investimentos na purificação do biogás para substituir gás natural podem ser importantes para o cenário atual.
Já o segundo contou com moderação de Mozart Mesquita, diretor executivo da ONG Dia da Terra, e participação de Stéphanie Harnois, responsável por mobilização e relações comerciais da Papillons, João Araújo, relações institucionais e Políticas Públicas de Sustentabilidade na Scania Latin America, e André Fonseca, gerente sênior de Produto da Bosch.
Patrocinadores e apoiadores
A organização do evento agradece aos patrocinadores e apoiadores, que tornaram este encontro possível.
Patrocínio: Bosch Brasil, CNP Seguros Holding Brasil, Crédit Agricole CIB, Veolia e Siemens Brasil.
Apoio: Accor, Arcadis, Rever Consulting, Utopies, Schneider Electric e Unibes Cultural.
Clique aqui para conferir as fotos do evento, por Edna Marcelino.