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Desafios para internacionalização: como as marcas do universo da beleza e da perfumaria atuam na internacionalização de negócios

Evento da Comissão de Comunicação e Marketing da CCIFB-SP reuniu especialistas para debater os desafios de comunicação na internacionalização
A Comissão de Comunicação e Marketing promoveu o encontro “Essências sem fronteiras: França e Brasil conectando talentos, fragrâncias e mercados” no dia 23 de julho, na Câmara de Comércio França-Brasil (CCIFB), em São Paulo, para trazer um debate conceituado sobre como se dá a internacionalização de marcas no mercado de beleza e de perfumes.
Moderado por Jefferson Charlot-Nicolas, vice-líder da Comissão, o encontro reuniu Cynthia Cunha, diretora de fragrâncias da Robertet Brasil, Higo Lopes, gerente de marketing do Grupo Granado, Gueisa Silverio, diretora de desenvolvimento de negócios e relações com o mercado da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC) e Silvana Scheffel, consultora e professora de pós-graduação da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).
Desenvolvido em painel único, o evento apresentou os cases de sucesso de duas marcas relevantes para o setor: a francesa Robertet, nascida em Grasse — o berço da perfumaria do país — e a Granado, com ênfase na expansão internacional da marca brasileira para o mercado francês. Cunha e Lopes comentaram sobre a importância do aspecto cultural para o desenvolvimento de boas propostas de marketing, tanto no nearshoring como no offshoring.
Como exemplo sobre entender a percepção do público local em relação à marca recém-chegada a um país é vital, Lopes citou o rebranding da Granado, que passou a adicionar “Rio de Janeiro” à logomarca exposta em lojas e em todo material de divulgação da empresa.
“As pessoas tinham dificuldade de entender o que era Granado até colocarmos uma noção espacial bem definida: Rio de Janeiro. Isso fez com que elas passassem a entender automaticamente do que se tratava a marca, quais elementos poderiam esperar dela”, explicou.
Cynthia complementou a ideia ao explicar como foi trazer a estética e a mensagem desenvolvida em uma região tão peculiar quanto Grasse e mantê-la fiel aos princípios da marca presente em mais de 50 nações.
Além dos estudos de caso trazidos pelos convidados de Robertet e Granado, a professora Silvana Scheffel e Gueisa Silverio contextualizaram aos presentes dados do setor de beleza no Brasil e no mundo, com ênfase no poderio das marcas brasileiras e na expressiva presença francesa neste mercado, mesmo quando se leva em conta tendências mais recentes de consumo trazidas de regiões como Coreia do Sul, Japão e, talvez em um futuro próximo segundo as convidadas, a China.
Durante a atividade, a audiência presente pode fazer perguntas aos painelistas, entendendo mais sobre estratégias possíveis para levar marcas a atuar fora do país, parcerias possíveis, como receber investimentos e, principalmente, o que esperar quanto a prazos para os primeiros resultados.
“Ainda existe no Brasil um costume de se pensar o marketing como uma atividade com resultados de curto prazo. A realidade é exatamente o contrário: muito provavelmente as marcas presentes aqui já repensaram seis, oito, dez vezes estratégias de internacionalização, ou seja, o marketing é um investimento de longo prazo", finalizou Silvana.