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IA: novos negócios e riscos emergentes pautam debate da Comissão de Tecnologia & Inovação da CCIFB-SP

Especialistas discutem como transformar IA em vantagem competitiva sem perder de vista os desafios de segurança, governança e proteção de dados.
A Comissão de Tecnologia & Inovação da CCIFB-SP promoveu mais um encontro voltado às transformações digitais, reunindo executivos e especialistas para discutir um dos temas mais estratégicos da atualidade: como a inteligência artificial pode impulsionar novos negócios ao mesmo tempo em que exige uma nova abordagem para riscos, segurança e governança.
Moderado por Sandro Faria, líder da Comissão, o evento foi estruturado em dois momentos complementares. O primeiro abordou os riscos relacionados à adoção de agentes de IA e à segurança da informação. Em seguida, o debate trouxe uma visão prática sobre como transformar projetos de inteligência artificial em ganhos concretos de qualidade, eficiência operacional e geração de receita.
Na abertura, Sandro destacou que o objetivo do encontro era promover uma reflexão equilibrada sobre as oportunidades e os desafios da tecnologia.
"Falamos muito sobre inteligência artificial como uma ferramenta para gerar novos negócios, mas também precisamos discutir como utilizá-la de forma segura, protegendo informações estratégicas e preparando as empresas para uma nova realidade operacional", ressaltou.
Agentes de IA ampliam oportunidades — e também os desafios de segurança
Na primeira apresentação, Rodrigo Gutler, Data Security Specialist da Thales Group, explicou como a evolução dos agentes de IA representa uma mudança significativa em relação aos modelos tradicionais de inteligência artificial.
Segundo ele, esses sistemas deixam de atuar apenas como assistentes para executar tarefas complexas, tomar decisões e interagir com diferentes aplicações. Essa evolução amplia o potencial de produtividade das empresas, mas também aumenta a superfície de risco relacionada à proteção de dados e à segurança digital.
Gutler chamou atenção para um comportamento já comum nas organizações: colaboradores compartilham com plataformas de IA informações que jamais entregariam a outra pessoa, muitas vezes sem conhecer como esses dados serão armazenados ou utilizados.
Durante a apresentação, o especialista apresentou dados que mostram a rápida expansão da automação na internet, destacando que grande parte do tráfego já é realizado por bots, muitos deles utilizando inteligência artificial para identificar vulnerabilidades e explorar falhas em aplicações e sistemas corporativos.
Outro tema abordado foi a necessidade de criar mecanismos de governança para agentes inteligentes, incluindo limites de atuação ("guardrails"), definição clara de permissões e certificação das decisões que esses sistemas podem tomar dentro das empresas.
Para Gutler, a adoção da IA precisa caminhar junto com políticas robustas de proteção de dados, monitoramento contínuo e controle sobre as informações utilizadas para treinamento dos modelos, reduzindo riscos de manipulação, vazamentos e decisões equivocadas.
IA precisa gerar impacto mensurável para o negócio
Na segunda parte do encontro, Vinicius Machado, Chief Data & AI Officer (CTO) da MadeinWeb, apresentou uma visão orientada à geração de valor.
Segundo ele, o mercado vive uma transição importante: o período de entusiasmo em torno da IA está dando lugar à busca por resultados concretos. "O desafio deixou de ser simplesmente implementar inteligência artificial. Agora, a pergunta é: qual retorno essa tecnologia entrega para o negócio?", destacou.
Machado explicou que o maior potencial da IA está na evolução do uso individual para aplicações corporativas capazes de transformar processos inteiros, automatizar operações e apoiar decisões estratégicas.
Entre os conceitos apresentados esteve a evolução para arquiteturas compostas por múltiplos agentes especializados, coordenados por um sistema central capaz de distribuir tarefas e aumentar a eficiência operacional. Segundo o executivo, esse modelo reduz custos, melhora a precisão das respostas e permite escalar projetos de IA de maneira mais estruturada.
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