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Impacto da perda de biodiversidade na saúde é tema de palestra do 2º Fórum de Bioeconomia e Sustentabilidade da CCIFB

Médico e pesquisador Antonio dos Santos, da Sanofi, fala sobre a aceleração das mudanças climáticas como vetor para disseminação e surgimento de doenças

 

O surgimento ou o aumento de doenças infecciosas é uma constante na história da humanidade. No entanto, mudanças climáticas e no comportamento humano e a destruição de ecossistemas – aceleradas na história recente da humanidade – ampliam a oportunidade para a evolução de novas enfermidades ou a rápida disseminação de doenças conhecidas.

A questão prova a importância da preservação do meio ambiente e da sustentabilidade. Para falar do tema, o pesquisador Antonio Oliveira dos Santos, executivo da farmacêutica Sanofi, apresentará, no dia 31 de agosto, dentro do 2º Fórum de Bioeconomia e Sustentabilidade da Câmara de Comércio França-Brasil (CCIFB), a palestra ‘Biodiversidade e doenças infecciosas emergentes: o papel da indústria farmacêutica’.

“Os potenciais efeitos negativos mais preocupantes da pressão humana sobre ecossistemas, perda da biodiversidade e mudanças climáticas na saúde humana se concentram nas áreas de produção de alimento, suprimento de água potável, produção econômica, migrações e saúde”, diz o global head of rare hematology medical affairs da Sanofi.

De acordo com Antonio dos Santos, as consequências das mudanças globais em cadeia na dinâmica da transmissão e controle das doenças infecto-parasitárias são um ponto de preocupação. “Mas tão importante será o impacto ainda não previsível sobre doenças crônico-degenerativas e a própria saúde das populações”, complementa o doutor em biologia celular e molecular pela Fiocruz.

Na recente pandemia da Covid-19, por exemplo, boa parte da mortalidade não foi causada pela doença, e sim fruto da desestruturação dos sistemas de saúde.

Outro aspecto que comprova a importância da preservação dos ecossistemas é que a biodiversidade pode ser fonte de novos princípios ativos com potencial farmacológico. Antonio dos Santos, que trabalha com biotecnologia há mais de 25 anos, contribuiu no lançamento de sete novas drogas.

Empresa global na área de saúde, a Sanofi atua no Brasil há mais de 100 anos. A companhia tem duas fábricas no país, em Suzano e Campinas, tendo aproximadamente 3,2 mil colaboradores.

Com programação diversa, o Fórum foi criado para tratar questões de políticas ambientais nas empresas sob três aspectos, bioeconomia, resíduos e transição energética. Os painéis trazem casos de sucesso de sustentabilidade nos negócios, assim como promove a troca de experiências entre empresas, investidores e organizações que buscam em suas atividades contribuir com os objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) para implementação da Agenda 2030, concebida no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

Serviço: 

2.º Fórum CCIFB de Bioeconomia e Sustentabilidade

Local: Aya Hub – Cidade Matarazzo
Horário: das 8h às 13 horas

Associados e parceiros da rede francesa no Brasil: gratuito
Não Associados: R$ 100,00

Painel 1: A biotecnologia a favor da bioeconomia e da biodiversidade – das 09h00 às 10h10

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