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O futuro do RH em pauta no 1º Fórum de RH da CCIFB-SP

Especialistas discutem os desafios do recrutamento e as transformações do mercado de trabalho

A transformação do mercado de trabalho, impulsionada pela digitalização e pelo avanço da inteligência artificial, está redefinindo os processos de recrutamento e seleção nas empresas. Nesse cenário, equilibrar velocidade e qualidade na contratação tornou-se um dos principais desafios estratégicos para as áreas de Recursos Humanos. 

Esse foi o ponto de partida do 1º Fórum de RH promovido pela Câmara de Comércio França-Brasil – São Paulo (CCIFB-SP), que reuniu lideranças do setor para discutir tendências, desafios e boas práticas na atração e retenção de talentos. 

No primeiro painel do evento, temas como escassez de profissionais qualificados, impacto da inteligência artificial e a crescente necessidade de humanização nas organizações estiveram no centro do debate. A conversa foi mediada por Sara Behmer e contou com a participação de Adriana Wells (Foundever), Eliane Aere (ABRH-SP e Umanni) e Luciene Sant’Ana (Capgemini). 

As especialistas destacaram que o principal desafio do mercado não está apenas na falta de talentos, mas no desalinhamento entre as competências disponíveis e as demandas das empresas. Nesse contexto, cresce o papel das organizações na formação e desenvolvimento de profissionais. 

A Capgemini foi citada como exemplo de investimento contínuo em capacitação, com programas estruturados voltados ao desenvolvimento de habilidades em inteligência artificial, visão de negócio e competências analíticas — fatores cada vez mais críticos para o desempenho profissional. 

Além dos debates, o evento também apresentou iniciativas práticas para apoiar empresas na atração de talentos. Durante o intervalo entre os painéis, Eric Fajole, diretor da Business France para a América Latina, e Giliane Coeurderoy, CEO do Crédit Agricole Brasil e vice-presidente da CCIFB-SP, destacaram o programa V.I.E. A iniciativa do governo francês promove a mobilidade internacional de jovens profissionais europeus, conectando empresas a talentos qualificados em diferentes mercados — uma alternativa estratégica diante dos desafios globais de recrutamento. 

Na segunda rodada de discussões, Alessandra Peixoto (Sodexo), Guillaume da Mota (L'Oréal Brasil), Sonia de Demandolx (Demandolx Furtado), Virginie Fernandez (LVMH LATAM) e Ian Lopes (Schneider Electric Brasil) abordaram práticas para tornar os processos seletivos mais eficientes e fortalecer a retenção de talentos. 

“A velocidade, por si só, não garante qualidade. É fundamental que ela esteja acompanhada de critérios claros e de uma estratégia bem estruturada”, afirmou Alessandra Peixoto, da Sodexo. 

Entre os principais pontos discutidos, destacou-se a revisão do conceito de “perfil ideal”. Em um mercado altamente competitivo, a busca por candidatos perfeitos tem se mostrado cada vez menos realista. O foco passa a ser a identificação de profissionais com competências essenciais e aderência cultural, com investimento contínuo em desenvolvimento, reskilling e upskilling. 

Também foi apontado que muitas empresas ainda enfrentam desalinhamentos entre o perfil desejado para as vagas e a realidade do mercado, o que contribui para a lentidão nos processos seletivos. 

Ao final, o consenso entre os participantes foi claro: o recrutamento do futuro exige uma abordagem integrada, que combine tecnologia, estratégia e sensibilidade humana. Mais do que acelerar processos, será fundamental construir modelos capazes de atrair, desenvolver e reter talentos de forma consistente, alinhada às transformações do mercado de trabalho.

Confira aquias fotos do evento.

 

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