São Paulo Entrevistas

Rafael Segrera, presidente da Schneider Electric, fala sobre iniciativas sustentáveis da companhia

Na Schneider Electric, a sustentabilidade está profundamente conectada ao cerne dos negócios. Rafael Segrera, presidente da Schneider Electric, assegura: ”O ESG está presente no nosso propósito como empresa, na forma como fazemos negócios e na forma como nos relacionamos com todos os nossos stakeholders. Essa integração tem sido um dos fatores mais importantes para o sucesso de nossa estratégia”.

Para maximizar os impactos positivos, a empresa se guia pelos princípios dos negócios de impacto. O primeiro indica que é preciso haver um compromisso com a missão ambiental e social, deixando explicito que os produtos e serviços da empresa geram impacto positivo nos dois âmbitos. “A sustentabilidade não pode ser apenas uma questão de conformidade, mas deve ser tratada como uma oportunidade de realizar, inovar, crescer”, declara Rafael. O outro princípio utilizado pela Schneider afirma que é preciso uma união de todas as partes interessadas, isso exige que as companhias gerem um impacto positivo para todos os stakeholders de seu ecossistema.

Baseado nisso, as metas de descarbonização da Schneider Electric incluem fornecedores em toda a cadeia de valor e há uma transição em desenvolvimento. Segrera afirma que o objetivo é que os fornecedores operem exclusivamente com energia limpa e implementem outras atividades de descarbonização, visando reduzir pela metade as emissões indiretas de carbono de seus 1000 principais fornecedores até 2025. “A organização também assumiu compromissos rigorosos para se tornar uma empresa carbono neutra até 2025”, completa o presidente.

Em 2017, a Schneider se comprometeu com a Renewable Energy 100 (RE100) em obter 100% de sua eletricidade a partir de fontes renováveis até 2030, com uma meta intermediária de 90% até 2025. No mesmo ano, a companhia acelerou o fornecimento de eletricidade renovável e a instalação de painéis solares em suas unidades. O centro de distribuição da Schneider em Cajamar conta com um sistema solar que fornece carga para dois veículos elétricos que fazem entregas na região de São Paulo.

Um dos indicadores de desempenho de sustentabilidade utilizados como parâmetro interno é o Schneider Sustainability Impact (SSI), além dos órgãos de governança que garantem que a sustentabilidade esteja alinhada com todas as vertentes da estratégia, desde o Conselho de Administração (através dos Recursos Humanos e do comitê de responsabilidade social corporativa), passando pelo Comitê Executivo (através do comitê Executivo de Sustentabilidade do Grupo), sendo amplamente divulgado e adaptado para os níveis operacionais e locais. Para desenvolver ainda mais a sua governança de sustentabilidade e obter mais conhecimento externo, em 2021, a companhia criou um Comitê de Stakeholders com especialistas em sustentabilidade.

A companhia foi considerada a empresa mais sustentável do mundo pelo ranking Global 100 da Corporate Knights em 2021. Esse foi um importante reconhecimento para um programa de sustentabilidade concebido há mais de 16 anos, muito antes das práticas ESG estarem no centro das discussões da sociedade e do mundo corporativo.

“A fim de continuar fabricando o futuro para ajudar seus clientes a atingirem seus objetivos de sustentabilidade e negócios enquanto ajuda a preservar o meio ambiente e seus recursos limitados, a Schneider Electric está comprometida com minimizar o seu impacto em recursos naturais e operar com princípios de sustentabilidade em sua essência”, conclui Rafael Segrera.