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Governança, compliance e reputação: especialistas destacam o papel estratégico dos conselhos para a sustentabilidade dos negócios

Comissões de Comunicação & MKT e Legal da CCIFB-SP promovem debate sobre o papel da governança corporativa, compliance, gestão de riscos e reputação

As Comissões de Comunicação & MKT e Legal da Câmara de Comércio França-Brasil (CCIFB-SP) promoveram o encontro "O Papel dos Conselhos na Estratégia, Compliance e Gestão de Reputação", reunindo especialistas para discutir como a governança corporativa se tornou um fator essencial para a perenidade, a competitividade e a proteção das organizações em um ambiente empresarial cada vez mais complexo.

Na abertura do evento, Jean Saghaard, líder da Comissão de Comunicação & Marketing e sócio da MKT Growth, e Philippe Boutaud-Sanz, líder da Comissão Legal e sócio fundador da Chenut, destacaram que a governança funciona como uma ponte entre a visão estratégica e a execução disciplinada dos negócios. Segundo os executivos, estruturas de governança bem estabelecidas fortalecem a tomada de decisões de longo prazo, promovem mecanismos de controle e garantem uma gestão mais eficiente dos riscos corporativos.

O conselho como instrumento de crescimento e longevidade

A primeira palestra foi conduzida por Ana Paula Ramos, CEO da Enkantha, que abordou a evolução dos conselhos corporativos e sua crescente importância para empresas de todos os portes.

A executiva destacou que a presença de um conselho deixou de ser um diferencial restrito a grandes corporações para se tornar um elemento fundamental na valorização das empresas. Segundo ela, organizações que contam com estruturas de governança mais maduras tendem a transmitir maior segurança ao mercado, atraindo investidores, parceiros e oportunidades de crescimento.

Ana Paula ressaltou ainda o papel dos conselhos na integração entre a visão dos sócios e a atuação da liderança executiva, além de sua contribuição para a gestão de riscos, mediação de conflitos, sucessão empresarial e preservação da cultura organizacional.

“A governança amplia perspectivas, qualifica a tomada de decisão e fortalece a sustentabilidade dos negócios no longo prazo”, destacou.

Compliance e gestão de riscos como pilares da governança

Na sequência, Chantal Pillet, diretora da Kroll Associates e especialista em Gestão de Riscos e Compliance, apresentou uma reflexão sobre os desafios enfrentados pelos conselhos diante de cenários de alta complexidade e pressão por resultados.

A especialista reforçou a necessidade de alinhar as práticas de governança aos marcos regulatórios e de promover uma cultura efetiva de compliance dentro das organizações. Para ela, programas de integridade não podem ser tratados apenas como exigências formais, mas precisam estar incorporados à cultura corporativa e aos processos de tomada de decisão.

Durante sua apresentação, Chantal analisou casos emblemáticos de falhas de governança e crises corporativas, demonstrando como a ausência de questionamentos críticos, supervisão adequada e transparência pode gerar impactos financeiros e reputacionais significativos.

A executiva também destacou a relevância da legislação anticorrupção, incluindo a Lei Sapin II, da França, e a Lei Anticorrupção brasileira, reforçando a responsabilidade dos conselhos na implementação de programas robustos de compliance e na promoção de padrões éticos em toda a cadeia de valor.

Reputação corporativa: um ativo estratégico

Encerrando o painel, Jefferson Charlot Nicolas, especialista em Comunicação Corporativa, Sustentabilidade e Governança Estratégica e professor da ESPM, abordou a relação entre governança, prevenção de crises e gestão da reputação.

O palestrante destacou que a reputação corporativa é construída ao longo do tempo, mas pode ser comprometida rapidamente quando organizações deixam de identificar e tratar riscos emergentes.

Entre os temas debatidos estiveram a identificação precoce de riscos de imagem, o papel da comunicação estratégica na mitigação de danos e a crescente influência dos fatores ESG na percepção de marca e na geração de valor para os negócios.

Jefferson reforçou que conselhos diversos e preparados contribuem para ampliar a visão estratégica das organizações, antecipar desafios e fortalecer a capacidade de resposta diante de cenários de crise.

Debate e troca de experiências

O encontro foi encerrado com uma sessão de perguntas e respostas, que promoveu um rico debate entre os participantes sobre sucessão empresarial, estruturação de conselhos, gestão de fornecedores, compliance, governança em empresas familiares e os desafios da implementação de boas práticas em pequenas e médias empresas.

A discussão reforçou um consenso entre os especialistas: em um ambiente marcado por transformações regulatórias, riscos reputacionais e crescente cobrança por transparência, os conselhos assumem um papel cada vez mais estratégico na construção de organizações resilientes, sustentáveis e preparadas para o futuro.

 

Confira aqui as fotos do evento.

 

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