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Observatório Econômico da CCIFB-SP recebe apresentação do plano de governo do Partido Novo para a presidência do Brasil

Encontro debateu disciplina fiscal, redução do Custo Brasil, investimentos em infraestrutura e propostas para crescimento econômico
A Câmara de Comércio França-Brasil São Paulo (CCIFB-SP) deu início, no dia 11 de junho de 2026, a uma série de encontros do Observatório Econômico voltados à discussão de temas estratégicos para a economia brasileira. Dessa vez, o evento contou com a participação de Carlos Alexandre Da Costa, do Partido Novo, e moderação Marcelo Allain, líder da Comissão do Observatório Econômico da CCIFB-SP, e da vice-líder Patricia Krause. Na ocasião, foi apresentado o plano de governo do Partido Novo para a presidência do Brasil, com ênfase nas diretrizes propostas para os próximos anos.
No Observatório Econômico, a ideia é a de estabelecer grupos de exposição e debate que ofereçam uma visão atualizada e relevante sobre os principais desafios do mercado nacional, com a participação de especialistas e profissionais do setor. O objetivo é estimular o intercâmbio de ideias e conhecimentos, aproximando os associados das discussões macroeconômicas de maior relevância.
A apresentação de Costa iniciou com um diagnóstico da situação fiscal brasileira, apontando dois indicadores centrais: a taxa real de juros de 8,36% (IPCA+ para títulos da dívida) e o crescimento médio do país de 0,9% ao ano. Diante desse quadro, o palestrante sugeriu que a disciplina fiscal será um ponto central para qualquer governo que assuma a partir de 2027, com uma correção estrutural necessária das contas públicas.
Entre as medidas discutidas para promover o ajuste fiscal, destacaram-se a redução de despesas no primeiro ano de mandato, o combate a fraudes, a desvinculação de gastos obrigatórios e a substituição das atuais metas de percentual de orçamento por metas de resultado em saúde e educação.
Outro eixo central da palestra foi o chamado Custo Brasil. Foram apresentadas estimativas de que as empresas brasileiras gastam, anualmente, entre R$ 1,4 trilhão e R$ 1,6 trilhão a mais do que em um país mediano da OCDE. Para reduzir esse valor, foram aventadas medidas como a simplificação da reforma tributária, mantendo o imposto sobre valor agregado. Contudo, tudo se desenvolveria com menos complexidade por conta da criação de um regime trabalhista flexível por hora e a abertura comercial gradual atrelada à queda do Custo Brasil.
No campo dos investimentos, o evento abordou a necessidade de ampliar a participação privada em infraestrutura. Foram citadas iniciativas como um novo marco regulatório para o setor de energia, estímulos a concessões e parcerias público-privadas (PPPs), e um programa de privatizações, incluindo empresas como Petrobras e Banco do Brasil.
Para enfrentar a emergência atual, foi sugerida a criação de um novo Pronampe emergencial, nos mesmos moldes do programa criado durante a pandemia, com garantias do Tesouro Nacional para socorrer empresas viáveis afetadas pelos altos juros e pelo endividamento.
O debate com os associados da CCIFB-SP permitiu aprofundar o entendimento sobre os impactos dessas propostas no ambiente de negócios e nas relações comerciais entre Brasil e França. Questões como segurança jurídica, previsibilidade regulatória e competitividade sistêmica foram destacadas como fatores críticos para a atração de investimentos estrangeiros.
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