As lições da Flapper, a “Uber” da aviação executiva para inovar frente à pandemia

De acordo com a consultoria Bain & Company, o setor aéreo deve sofrer os impactos negativos em sua cadeia até o fim de 2023 por conta da pandemia. No caso das companhias aéreas, a demanda global só deve voltar ao patamar pré-coronavírus em 2022. Na contramão desse cenário, para a Flapper, startup de aviação executiva, o momento atual é de muita inovação e crescimento. Paul Malicki, CEO da empresa, foi o convidado da comissão de Startup da Câmara de Comércio França-Brasil (CCIFB-SP), realizada por webinar, no dia 15 de maio. Conheça aqui outros exemplos de startups que também estão inovando.

Criada em 2016 para facilitar reservas e compartilhamento de voos em aviões e jatos executivos, a startup olha para pedidos de origem e destino dos voos e organiza viagens de táxi aéreos. Segundo Malicki, o aplicativo reúne atualmente mais de 180 mil usuários que selecionam rapidamente a origem e o destino de interesse, além da forma de pagamento. E como acontece em aplicativos de carros, nenhum avião do serviço pertence à Flapper – eles são fretados pela startup de serviços de táxi aéreos

Malicki destacou a agilidade com que a startup lidou com a chegada da pandemia. Ressaltou que o perfil da empresa se transformou. Ao mesmo tempo que os voos compartilhados de lazer caíram, o transporte aeromédico,  de grupos fechados e de cargas aumentaram. E foi nesses nichos que a Flapper apostou. Segundo o executivo, a análise de estudos e dados de mercados é o grande trunfo que as empresas podem ter, não apenas para entender o momento, mas para agir com rapidez, eficiência e segurança.

Outro mercado identificado pela Flapper na parte de logística de cargas foi o de carregamentos da China e da Coreia do Sul para a América Latina com equipamentos de saúde e máscaras. Malicki ressaltou que o ticket médio dos voos saltou de R$45.000 para R$77.000. Já os pedidos para voos realizados em um prazo máximo de até 24h saltou de 28% para 57% do total de voos contratados.

Sobre os próximos passos, Malicki destacou a diversificação do business, a aquisição de aviões elétricos, a realização de novas parcerias e possíveis mudanças no modelo de negócio para ganhar mais mercado. Um dos desafios a serem superados, segundo o executivo, é mudar a percepção dos brasileiros sobre a segurança dos aviões menores. Para isso, a empresa tem investido em comunicação e marketing.

^