Executivos da Edenred Brasil e Americas apontam os caminhos da adoção de RPA nas organizações

No painel de encerramento da 2ª edição do RPA – Robotic Summit, que aconteceu na segunda-feira,7, promovido pela TI Inside, reuniu líderes de tecnologia e negócios de grandes empresas do setor, em diferentes áreas de atuação, que compartilharam suas experiências de adoção e desenvolvimento de projetos de robotic process automation. Participaram Diego Neufert, superintendente de Tecnologia e Atendimento do TCP (Terminal de Conteineres de Paranaguá); Adriana Rocha, PMO da COFCO International; Leandro De Santi, head de CSC do Grupo Fleury e Luiz Adolfo Gruppi Afonso (Laga), CIO da Edenred Brasil e Américas.

Executivos falam sobre adoção de RPA nas empresas

Cada um relatou a estratégia de adoção, a interação com as áreas de negócios, e escolha das tecnologias e os ganhos obtidos até agora.

“Nossa estratégia foi relativamente simples: aplicar o que aprendemos dentro do próprio CSC (centro de serviços compartilhados), intensificar a velocidade de desenvolvimento, criar os primeiros robôs em produção dentro de casa, reforçar o modelo preenchendo quaisquer lacunas que poderiam ter ficado em aberto e ofertar RPA para toda empresa dentro do portfólio do CSC.”, disse Leandro De Santi, do Fleury.

Como explica o executivo,  a partir da experiência no CSC passou-se a ofertar e disseminar o modelo e difundir os ganhos da automação na empresa toda. “,,Os resultados trazidos pelas implantações de RPA no Grupo Fleury não se resumem apenas a ganhos operacionais por meio da redução de custos. Eles aportam qualidade e permitem o crescimento sustentável sem a necessidade de incremento de pessoal, ou seja, mantemos os nossos custos fixos em um cenário de crescimento de volumes”.

No  relato de Adriana Rocha, da COFCO, multinacional de agronegócios que atua há 70 anos no Brasil e que passou por um internacionalização há cerca de dois anos, em sua filial brasileira,  o início do processo de automação  se deu após  um mapeamento dos processos que ocasionavam possíveis riscos (prejuízos) e tempo em excesso para conclusão das tarefas.

“Ao concluir identificamos dentro das áreas de Logística e Centro de Serviços Compartilhados as prioridades de automatização, priorizadas por riscos e oneração de tempo. Atualmente contamos com 19 automações que facilitam o dia a dia de nossa operação, minimizam os erros e possibilitam nossos colaboradores focar em atividades mais analíticas”, salienta a executiva.

Adriana conta também que quatro grandes áreas da empresa tornaram-se os principais cases de sucesso de RPA: as unidades de Baixa de Trânsito,Índices Financeiros, Gestão de Cadastros e Gestão de Dados Bancários, este último, inclusive,  executado na filial portuguesa da empresa.

Executivo destaca que é preciso seguir etapas para implementação do RPA nas empresas

Um outro exemplo foi dado pelo executivo Diego Neufert,  do TCP , que  contou que houveram etapas fundamentais para o emprego do RPA na empresa. A primeira delas a definição das áreas mapeadas; a segunda, com o mapeamento dos processos e FTEs, seguido por PoC de soluções de RPA e finalmente a definição dos processos automatizáveis e sobre quais áreas automatizar (análise de custo vs benefício).

“Todas as equações foram analisadas e tínhamos o grande desafio da infraestrutura e seu ecossistema, onde a produtividade e a tecnologia precisam andar lado a lado”, reforçou Neufert. “Determinado isso, atividades foram agrupadas em pacotes para que fossem priorizados visando o benefício completo, com a introduçao de um Bot de atendimento chamado de Tati ( TCP Atendimento Inteligente) que recebe 12 mil chamados/mês ( entre email, chat e Web) dos quais 35% são executados por robôs, com total satisfação dos usuários”.

Processo de automação da Edenred é abordado durante evento

Responsável pela Endered Brasil e Américas, Luiz Adolfo Gruppi Afonso ( Laga), contou um pouco do processo de automação da companhia. A  Edenred é uma empresa francesa que nasceu da cisão das diferentes unidades de negócio da empresa Accor. Em atuação internacionalmente desde 1969, passou a se chamar Edenred a partir de 2010. No Brasil, integra as marcas Ticket, Ticket Log, Repom, Accentiva e Edenred Soluções Pré-Pagas.

“Antes de mais nada é preciso desmistificar uma ideia que as empresas tem sobre o RPA. Conforme dados conhecidos até esse ano, a automação de processos terá um impacto limitado no crescimento de receita para 50% das organizações que se concentrarem erroneamente na redução de mão-de-obra, e não na melhoria dos resultados dos negócios.”, salientou o CIO da Edenred no Brasil. Segundo ele, outro dado importante é que até 2020, a automação e a inteligência artificial reduzirão os requisitos dos funcionários em centros de serviços  compartilhados em 65%.

Laga destaca etapas da jornada do RPA

Como etapas na adoção da  jornada do RPA,  Laga destacou a escolha de uma plataforma; o desenvolvimento do service desk; a  atribuição de investimentos da ordem de US$ 77 milhões ( mais US$ 2 milhões em nuvem e políticas de segurança e governança e parceria comercial para identificar possíveis processos robotizáveis); e determinação da equipe na implantação de RPA.

“Como resultado posso destacar que aqui no Brasil houve a entrega de 67 robôs, mais 9 estão em desenvolvimento, 31 em backlogs e uma economia de US$ 160 milhões ( desde a implantação) e o equivalente a 10 mil horas poupadas em trabalho”, resumiu.

Finalizando, o CIO da Endered, associada da CCIFB-SP, apontou que entre os principais aprendizados dos projetos de RPA estão a importância do  processo de seleção e governança de ferramentas; o gerenciamento dos robôs; o treinamento contínuo da equipe de RPA;  a parceria entre área de negócios, TI e fornecedores; as boas práticas recomendadas para agilizar e atingir as metas (pontualidade, qualidade);  ter agentes dedicados para homologação e garantia; ter um “heat map” da execução e um repositório do unificado de documentação, contingência, fluxo do processo; e um analista maduro de processos e negócios na equipe.

 

Fonte: TI Inside

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