Christopher Garman, diretor-executivo para Américas do Eurasia Group, participa do Canal Aberto CCIFB

O Brasil tem um sistema democrático muito institucionalizado, um sistema federativo consolidado, um sistema parlamentar representativo, um ministério público independente, uma justiça com autoridade e uma mídia diversa e atuante. Essas condições são o que evitam qualquer possibilidade de ruptura democrática no País e, pelo contrário, são os fatores que restringem quaisquer arroubos populistas do poder executivo.

 

As informações são de Christopher Garman, diretor-executivo para as Américas do Eurasia Group, que foi o convidado do último Canal Aberto da Câmara de Comércio Internacional França-Brasil de São Paulo (CCIFB-SP) realizado no dia 27 de setembro de 2021. A reunião anterior ocorreu no dia 24 de setembro, que trouxe o economista Carlos Kawall.

 

Segundo Garman, o novo ciclo eleitoral na América do Sul virá com um grande desejo de mudança por parte da população. E, assim, Jair Bolsonaro entra em desvantagem para a sucessão presidencial no próximo ano. Com a atual taxa de aprovação em 30%, o atual chefe do poder executivo nacional tem hoje uma chance de reeleição de 19%.

 

Um candidato da terceira via tem 20% chances de alcançar o segundo turno na sucessão presidencial, explica Garman, com base nos bancos de dados da Eurasia Group. No entanto, os eleitorados fixos de Jair Bolsonaro e de Luiz Inácio Lula da Silva, bem como a existência de 30% dos votantes que não vão ao pleito, deixam pequena margem de chance para um novo nome.

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