Diretrizes e Roadmap para o avanço da bioeconomia no Brasil

A valorização de ativos ambientais e a formação de novos mercados são importantes para o avanço da bioeconomia. Três pontos são essenciais: o engajamento do setor privado somado ao incentivo do poder público e escolhas dos consumidores, um setor privado capaz de alavancar mudanças e oferecer soluções criativas e ativos da biodiversidade com papel importante nos diversos setores da indústria.

As informações foram apresentadas pela Francine Leal Franco, sócia-diretora da GSS Sustentabilidade e Bioinovação, durante webinar da comissão de Bioeconomia da Câmara de Comércio França-Brasil (CCIFB-SP), no dia 5 de março. O último encontro debateu a Política Nacional de Resíduos Sólidos e o conteúdo pode ser lido aqui.

Segundo Francine, o Roadmap aponta como principais desafios o investimento, o ambiente regulatório, a tecnologia e bioprodutos, matéria-prima, estratégia e modelo de negócios, infraestrutura, mercado e cenário de bioeconomia. Para avançar de forma efetiva, Francine destacou a articulação para elaboração de uma Política Nacional da Bioeconomia e a priorização de ativos da biodiversidade brasileira no desenvolvimento de produtos.

Para Marcello Brito, presidente do Conselho Diretor da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), um dos pontos relevantes é entender o contexto social inserido nas inovações tecnológicas 4.0 e 5.0 apresentadas por diferentes setores industriais. De acordo com estudo apresentado pelo especialista, apenas 24 países no mundo possuem uma estratégia nacional de bioeconomia. Brito enfatizou também a necessidade em alinhar uma agenda de desenvolvimento global. Não à toa, anunciou que o Fórum Mundial de Bioeconomia será realizado no Brasil. Para saber mais: https://wcbef.com

A especialista Adriana Brondami, diretora da Biofocus Hub, sinalizou a importância da Lei de Biossegurança no desenvolvimento dos setores, bem como o avanço da Política Nacional da Bioeconomia. Adriana apresentou os resultados da pesquisa Trust Barometer conduzida pela Edelman, que revelou grande queda de confiança nos governos, nas empresas, nas religiões organizadas e na mídia. Por outro lado, segundo ela, os setores de tecnologia (70%) e saúde (66%) estão entre os mais confiáveis. Para a especialista, a questão que fica é se os principais atores desses segmentos – empresas farmacêuticas, de biotecnologia, de alimentos e hospitais – irão alavancar essa confiança ou perderão a oportunidade ao deixar de agir.

^