Empresas defendem manutenção de subsídio em energia solar

A Câmara dos Deputados vota hoje o projeto de Lei (PL-5.829) da Geração Distribuída (GD). A proposta consiste em ampliar subsídios a consumidores e empresas que produzirem energia elétrica em sistemas de micro e minigeração, como da energia solar. Para debater o tema, o primeiro evento da comissão de Infraestrutura da Câmara de Comércio França-Brasil (CCIFB-SP) reuniu especialistas do setor.

 

De acordo com Antônia Bethonico Guerra Simoni, advogada Consultiva Empresarial no Chenut Oliveira Santiago Advogados, trata-se de um segmento movido por dois importantes pilares, a dinamicidade e a especificidade. Não à toa, segundo ela, há investimentos no segmento previstos para 2021 da ordem de R$ 16,7 bilhões.

 

Pierre-Yves Mourgue, chairman da GreenYellow no Brasil, disse que hoje a empresa opera com 9 telhados solares com mais de 5 MWp de potência instalada e 37 fazendas solares com 127,5 MWp de potência instalada. Destacou, ainda, que um dos tipos de projetos atrativos da geração compartilhada é a criação de uma usina remota que atenda à demanda de vários pequenos consumidores de energia com diferentes CNPJs. Sobre a votação da PL, Mourgue apoia uma curva suave de redução de subsídios, de forma a não interromper abruptamente o desenvolvimento nas condições atuais por um prazo de 25 anos.

 

Michel Sednaoui, sócio fundador e diretor de Investimentos da Plexo Solar Participações, também ressaltou a importância da manutenção dos subsídios e sinalizou os fatores ambiental e financeiro como os dois principais motivos para o avanço do setor no Brasil. O executivo também destacou que a empresa não inicia nenhum projeto de energia solar sem ter também um projeto social associado. Com esse objetivo, a Plexo Solar firmou parceria com o Barefoot College para formar mulheres analfabetas em engenheiras de energia solar.

 

Os avanços tecnológicos do segmento foram apresentados pelo Adalberto Moreira, gerente de Negócios da área de Armazenamento de Energia da Baterias Moura. Segundo ele, o armazenamento de energia já é uma realidade, com alta tecnologia de gestão e logística. Moreira enfatizou que a solução oferece ao mercado redução de custos operacionais, regulação de tensão e frequência, eliminação de picos de potência, PLD horário e a viabilização de maior inserção de fontes renováveis.

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