Falar o idioma é o maior desafio para os migrantes

De acordo com o primeiro levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre os instrumentos de gestão migratória, divulgado em 2019, dos 3.876 municípios brasileiros com presença de imigrantes, apenas 215 oferecem algum serviço de gestão migratória, o que representa 5,5% desse total. 

Quando se consideram todos os 5.570 municípios do país, inclusive os sem registro de imigrantes, esse número aumenta para 232, mas a proporção diminui 4%. Para Lode Saliba Raffoul, consultora na Lode Consultoria Welcome Solution a Personalized Relocation Services desde 2012, a baixa oferta de apoio governamental a imigrantes e refugiados é um dos grandes desafios.

Lode participou de live realizada pela comissão Mundo do Trabalho da Câmara de Comércio França-Brasil (CCIFB-SP), no dia 12 de agosto, para compartilhar as experiências vividas durante as missões estrangeiras. O último encontro da comissão abordou a questão dos benefícios para os colaboradores e pode ser lida aqui. Segundo ela, entre os principais desafios apontados estão: a dificuldade em falar o idioma, acomodação e residência, documentação, filhos e assuntos familiares, clima e diferenças ambientais, alimentação, atendimento a saúde, segurança, escola para filhos e maternidade. 

Sobre o novo perfil dos expatriados, Lode apontou que são pessoas que desejam ser líderes, comunicativos, colaborativos, querem ter vivência no exterior, têm competência técnica e intercultural, sabem oferecer treinamento em tecnologias, flexíveis na adaptação a novas culturas, aceitam o diferente, desejam ter bom desempenho no trabalho e nas missões de curto prazo.  

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