Projeto de Intervenção Urbana e centros de inovação prometem revitalizar a Vila Leopoldina

Um investimento privado estimado em R$ 80 milhões na reurbanização, incluindo construção de moradias para as mais de 700 famílias que vivem em comunidades da região é a proposta do grupo Votorantim para um Projeto de Intervenção Urbana (PIU), na Vila Leopoldina. A proposta é criar um novo desenho para o bairro, com cuidado arquitetônico especial para moradias populares, que vise o uso mais democrático e a convivência social entre os moradores.

“A iniciativa busca ainda incluir soluções inovadoras para a mobilidade urbana e prevê a instalação de novos equipamentos públicos de uso comum, como escola, creche, posto de saúde, centro de acolhida para moradores de rua e áreas de lazer para a população”, explica Benjamim Citron, diretor de Investimentos Imobiliários  da Votorantim S.A.  O projeto vai passar por análise da Câmara Municipal para posterior Sansão do prefeito.

Alguns anos atrás, quem poderia imaginar que um antigo galpão em uma zona industrial de São Paulo poderia se transformar em um ambiente high tech e inovador? A revolução digital tem acelerado e dinamizado os processos tecnológicos e a forma de se fazer negócio mundo afora. Um exemplo disso é o State, hub de inovação e tecnologia recém-instalado em um antigo galpão, também na Vila Leopoldina.

“O projeto vai reunir em um grande espaço colaborativo coworking, estúdios, labs, auditórios, restaurantes, academia, paisagismo e áreas para os processos criativos como de arte e educação”, revela Jorge Pacheco, CEO da State. A transformação urbana a partir dos centros de inovação foi tema da Comissão Mercado Imobiliário da CCIFB-SP, no dia 18 de fevereiro.

Uma das empresas que fará parte do empreendimento da Zona Oeste será a Studio B, representada pelo diretor de Inovações e Novos Negócios da Edenred, Charles Boussion. “Queremos surfar a onda dinâmica e inovadora da França e ser o hub francês no Brasil”, afirma. Para isso, a empresa visa apostar em programas de aceleração, fomentar o intraempreendedorismo, incentivar talentos e facilitar investimentos em startups.

Iniciativas de inovação aberta como estas foram avaliadas como necessárias pelo CEO Global e diretor de criação da Flagcx, Roberto Martini. O executivo foi reconhecido como empreendedor do ano de 2017 pela revista GQ. Em sua fala na comissão, destacou a fragmentação e a horizontalidade dos processos nos tempos atuais. Reforçou que as mudanças digitais e nas áreas de tecnologia e marketing, por exemplo, ocorrem constantemente e que é preciso se adaptar sempre para permanecer competitivo no mercado.

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