Em tempos de coronavírus, aplicativos de videoconferência crescem com o aumento do home office

A rápida propagação do Coronavírus (COVID-19), além de deixar milhares de infectados, trouxe também uma série de consequências de impacto global. 

Entre as consequências do coronavírus estão: quedas na bolsa de valores, cancelamento de vôos e o fechamento do comércio, ficando abertos apenas serviços considerados essenciais para o atendimento da população desde que sigam as recomendações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para dar continuidade aos serviços e proteger seus colaboradores durante o período de quarentena, empresas e startups adaptaram seu sistema de trabalho e aceleraram seus processos de transformação digital. Hoje, muitas empresas permitem que funcionários realizem serviços remotos diretamente de suas residências, o chamado modelo de trabalho home office ou teletrabalho. 

Startups e empresas apostam em sistema home office durante pandemia do coronavírus

O sistema home office não é um modelo de trabalho recente, sendo adotado já há alguns anos por empresas. Em 2012, pesquisadores da Harvard, com base em conceitos do estudo estadunidense “Work From Anywhere”, descobriram que pessoas que trabalham em qualquer lugar veem seu desempenho profissional aumentar 4,4%. Ainda segundo a pesquisa, esse desempenho pode aumentar em até 13% quando os funcionários trabalham de suas casas.

Outra pesquisa realizada com mais de mil indivíduos através de uma plataforma de emprego também nos Estados Unidos revelou diversos benefícios do trabalho remoto. De acordo com a pesquisa, cerca de 50% dos respondentes afirmaram ser adeptos de um sistema de trabalho home office. Quanto à produtividade, a pesquisa concluiu um aumento de cerca de 10 minutos em relação a produtividade média de funcionários que trabalham alocados

Com o isolamento social estabelecido por conta da pandemia do coronavírus, esse método de trabalho passou a ser ainda mais atrativo – e conveniente – para aqueles que não desejam interromper seus negócios no período.

Pesquisas realizadas no mundo inteiro pela consultoria IT Mídia revelaram que mais de 130 empresas da área de tecnologia já adotaram o trabalho remoto como forma de evitar a propagação do coronavírus.

No Brasil, estudos revelam que quase metade das empresas brasileiras (43%) já adotaram o home office por causa da pandemia.

Além disso, empresas francesas como, por exemplo, a Ticket, marca da empresa de soluções transacionais, Edenred, associada da Câmara de Comércio França-Brasil São Paulo (CCIFB-SP), também apostam no sistema de trabalho remoto como estratégia durante o coronavírus. Segundo a empresa, é necessário adaptar a rotina para o bem-estar de suas pessoas, equilibrando com o mínimo impacto em suas atividades neste período crítico. 

Startups e empresas de videoconferência veem quarentena como grande oportunidade de crescimento

Com o isolamento social imposto pela quarentena, muitas startups apostam em plataformas digitais de videoconferências para realizar reuniões com seus funcionários e clientes.

As videoconferências têm sido a solução perfeita para o panorama da relação entre coronavírus e home office, uma vez que têm a capacidade de agregar colaboradores remotamente, sem que haja a necessidade de deslocamentos presenciais e aglomerações de pessoas em um mesmo ambiente físico. 

Para dar continuidade aos negócios durante a pandemia do coronavírus, empresas e startups apostam no modelo de trabalho home office com a ajuda de apps. Os principais aplicativos de videoconferência registraram 62 milhões de downloads durante uma semana de março.

Para dar continuidade aos negócios durante a pandemia do coronavírus, empresas e startups apostam no modelo de trabalho home office com a ajuda de apps.

Entre as ferramentas mais utilizadas para as videoconferências está a Zoom, da startup americana Zoom Video Communications. Além de vídeo ao vivo, o software também permite trabalhar em equipe em tempo real e trocar mensagens de texto. A startup já conta com mais de 2 mil funcionários e mais de 82 mil clientes

Assim como o Skype e o Teams, da Microsoft e o Hangouts, do Google, todas essas ferramentas cumprem o mesmo papel: conectar diversas pessoas em uma reunião a distância em tempo real. 

Para dar continuidade aos negócios durante a pandemia do coronavírus, empresas e startups apostam no modelo de trabalho home office com a ajuda de apps. Diante da pandemia do coronavírus, o Zoom demonstrou um crescimento de mais de 60% comparado ao ano passado ultrapassando o valor de US$1 milhão em 2017, fazendo com que a empresa seja mais um nome a entrar na lista de unicórnios, termo designado a startups com preço de mercado avaliado em mais de um milhão de dólares, do setor de TI.

Sua grande lucratividade ao longo dos últimos anos fez ainda com que a startup tivesse um grande sucesso no seu IPO, ou seja, pedido para se tornar uma empresa de capital aberto com negociações de ações na Nasdaq, segundo maior mercado de ações em capitalização de mercado do mundo, depois da Bolsa de Nova York. 

Com as medidas relacionadas à pandemia e aumento do home office, as ações da empresa dispararam em março, em meio à quedas generalizadas das bolsas globais. Esse crescimento adicional pode ser explicado pela maior demanda por ferramentas de trabalho remoto durante a pandemia, favorecendo, assim, a Zoom e demais startups que ofereçam serviços de videoconferências.

Comissão de Startups da CCIFB incentiva o trabalho home office durante a quarentena

Com uma bem-sucedida trajetória de 120 anos, a Câmara de Comércio França-Brasil (CCIFB) é a mais antiga câmara de comércio bilateral em atuação no Brasil e a maior câmara francesa da América Latina.

Seu duradouro e reconhecido trabalho ao longo dos anos faz com que a CCIFB atue como interlocutora de diversos órgãos no mundo dos negócios e seja parceira de diversas câmaras regionais pelo mundo. 

Adicionalmente, faz parte do Conselho das Câmaras de Comércio da União Europeia (Eurocâmaras de São Paulo), para uma ação coesa e positiva do empresariado no Brasil.

Com mais de 770 associados, as unidades regionais da CCIFB (Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Paraná) e sua grande representação no Rio Grande do Sul formam uma ampla rede de atuação, estimulando o desenvolvimento das relações econômicas, financeiras, comerciais, industriais, científicas e culturais entre Brasil e França.

Além disso, as unidades regionais da Câmara de Comércio França-Brasil integram empresas em um ambiente único, por meio de eventos com lideranças empresariais e governamentais; e da disseminação de rico conteúdo, com ampla gama de serviços e benefícios para satisfazer necessidades empresariais.

Com a missão de fomentar o ecossistema de inovação e empreendedorismo brasileiro, a CCIFB conta com a Comissão de Startups. Essa comissão é responsável por promover a aproximação de brasileiros com empresários e empreendedores franceses, dentro do contexto da transformação digital.

Frente à pandemia do Coronavírus, a Comissão de Startups da CCIFB enxerga a solução home office com uso de plataformas digitais adotada pelas startups e empresas como uma medida estratégica e muito bem pensada para a continuidade dos negócios durante esse difícil período que o mundo vem enfrentando.

Além disso, a CCIFB vê a possibilidade como uma consequência benéfica da transformação digital e incentiva cada vez mais startups e empresários a adotarem esse modelo de trabalho para deem continuidade a seus negócios de forma segura.

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